Razões do Blog


Este blog foi criado para apoiar a candidatura de José Serra à presidência do Brasil, por entendermos ser o candidato mais preparado, em todos os aspectos pessoais, políticos e administrativos. Infelizmente o governo assistencialista de Lula e a sua grande popularidade elegeram Dilma Rousseff.
Como discordamos totalmente da ideologia e dos métodos do PT, calcados em estatismo, corporativismo, aparelhamento, autoritarismo, corrupção, etc., o blog passou a ser um veículo de oposição ao governo petista. Sugestões e comentários poderão ser enviados para o email pblcefor@yahoo.com.br .

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quem iria mandar no Brasil com Dillma no poder!?

Manda quem pode

O Estado de S.Paulo - 14/07/2010


O candidato José Serra recentemente levantou um assunto que suscita discussões e divide opiniões: se Dilma Rousseff for eleita presidente quem mandará no País, ela, Lula ou o PT?
Diz o tucano que será o PT, procurando tirar proveito da polêmica acerca do programa de governo eivado de retrocessos institucionais que a candidata Dilma Rousseff diz que rubricou, mas não assinou.
Essa posição não é unânime, pois muita gente de peso no governo e na oposição compartilha a convicção de que Dilma é um fantoche de Luiz Inácio da Silva que assim continuará se ganhar a eleição.
Fundador do PT que se afastou do partido em 2005, vice-prefeito na gestão de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo e hoje eleitor de Marina Silva, o professor Hélio Bicudo é taxativo: "Lula quer Dilma no poder para continuar mandando no País."
Já os dois partidos que sustentam a candidatura nutrem cada um a esperança de se sobrepor ao parceiro no comando do espetáculo.
O PT tanto não tem dúvida disso que nem pensou duas vezes em enviar ao Tribunal Superior Eleitoral o programa aprovado pelo partido em fevereiro último, ignorando completamente as propostas entregues solenemente pelo candidato a vice, Michel Temer, à candidata a presidente.
Ademais, dirigentes, parlamentares e governantes (prefeitos, principalmente) petistas falam abertamente sobre a expectativa de dias melhores num governo sem Lula para fazer sombra ao partido.
O PMDB em sua sinuosidade aguarda os acontecimentos razoavelmente em silêncio. Apenas uma vez ousou ser mais explícito falando em ser também "protagonista" no próximo governo.
Prefere posar de disciplinado em público, enquanto se delicia no particular com as confusões em que se envolve o PT, certo de que num eventual governo Dilma elas seriam tantas que o PMDB se destacaria no papel de poder moderador e interlocutor confiável.
Quem entende e tem experiência de poder aposta que, uma vez de posse da cadeira e principalmente da caneta presidencial, a criatura não levaria muito tempo para se distanciar do criador e Dilma Rousseff tenderia a sair da sombra de Lula em função da própria dinâmica do cotidiano da Presidência. Ela, e não mais ele, passaria a ser a referência.
A propósito desse tipo de avaliação um matreiríssimo deputado baiano (do PMDB) costuma dizer o seguinte: "Quando a gente atende à porta não pergunta quem foi, pergunta quem é."

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