Razões do Blog


Este blog foi criado para apoiar a candidatura de José Serra à presidência do Brasil, por entendermos ser o candidato mais preparado, em todos os aspectos pessoais, políticos e administrativos. Infelizmente o governo assistencialista de Lula e a sua grande popularidade elegeram Dilma Rousseff.
Como discordamos totalmente da ideologia e dos métodos do PT, calcados em estatismo, corporativismo, aparelhamento, autoritarismo, corrupção, etc., o blog passou a ser um veículo de oposição ao governo petista. Sugestões e comentários poderão ser enviados para o email pblcefor@yahoo.com.br .

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Serra encontra artistas e intelectuais no Rio

Serra se reúne com intelectuais e ataca política cultural do governo

Paulo Marcio Vaz, especial para o, JB Online
DA REDAÇÃO - Ao se reunir ontem à noite com cerca de 100 artistas no Rio, visando debater temas relacionados a cultura, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ser contra as empresas estatais decidirem por conta própria questões relativas a incentivos para projetos culturais. Ele também criticou a forma como o governo federal vem aplicando a Lei Rouanet, citando o caso do recente apoio ao espetáculo do Cirque de Soleil, que, segundo ele, "é uma coisa que se paga, mas teve incentivo porque o Ministério da Cultura quis". Serra ainda chamou de "feudos" e "instrumentos de política partidária" os sistemas de concessão de incentivos da Petrobras, e disse que "as decisões a respeito de projetos culturais devem ser diversificadas".
Após discursar, Serra ouviu perguntas da plateia, mas pouco respondeu. Sobre uma discussão a respeito de direito autoral - um novo projeto de lei sobe o tema está sob consulta popular - o tucano reconheceu não entender do assunto, dizendo apenas saber da existência do Ecad (Escritório Central de Arrecadação) e afirmando que "os artistas que produzem têm que ser remunerados".
- Eu quero muito aprender sobre isso - afirmou
Em outra oportunidade, o baterista do grupo Titãs, Charles Gavin, também ficou sem reposta para sua pergunta, feita por escrito, sobre a necessidade de se atualizar leis que regem a atividade artística. Serra recomendou ao músico que lhe escrevesse um e-mail sobre a questão.
Também provocado a falar sobre propostas para cinema e música, Serra disse que, naquele momento, não queria fazer uma abordagem setorial da cultura, mas se dispôs a apresentar propostas posteriormente.
Sobre financiamento, o candidato disse acreditar que, além da Lei Rouanet, são necessárias mais fontes para a cultura, com "recursos maiores, que cheguem de outra forma". Já a respeito das decisões a serem tomadas sobre novos projetos culturais, Serra defendeu a diversificação das discussões:
- Devem participar empresários, artistas, governo, organizações da sociedade. Não deve ter um centro de decisões tutelando isso. É um trabalho que deve ser feito conjuntamente, com todos os problemas e contradições que isso possa envolver.
Também presente ao evento, o candidato ao governo do estado do Rio pelo PV, Fernando Gabeira, reforçou a tese tucana, e disse que a questão do turismo, no caso fluminense, deve ser associada a da cultura.
- No Rio de Janeiro, além das imensas possibilidades, podemos estabelecer interfaces entre a cultura e o turismo, o que pode estimular muito mais esse processo, uma vez que nós estamos às vésperas da Copa do Mundo e da Olimpíada - afirmou Gabeira.
Serra fez críticas ao governo federal em relação ao modo como a Lei Rouanet vem sendo aplicada, citando o caso do Cirque de Soleil, "que, por sinal, eu acho chato", disse o candidato.
- É uma coisa que se paga, mas teve incentivo porque o Ministério da Cultura quis. O conselho que julga recomendou que não se desse. É curioso isso.
O ex-governador de São Paulo também se mostrou contrário à possibilidade de empresas estatais terem sua própria política de patrocínio para projetos culturais, citando seu estado como exemplo.
- No caso de São Paulo, todas as empresas estaduais que têm imposto de renda não puderam fazer política própria. É a Secretaria da Cultura que trabalha com os incentivos, e não as empresas isoladamente, coisa que não acontece no governo federal.
Serra também chamou de "feudos" e "instrumentos de política partidária" os sistemas de concessão de incentivos das empresas do governo federal, citando a Petrobras.
Entre os presentes ao Restaurante Fiorentina, na Zona Sul do Rio, nem todos declararam apoio a Serra. A atriz Maitê Proença, por exemplo disse não ter definido seu voto.
- Vim para ouvir as propostas e saber se ele (Serra) tem alguma plataforma para nossa área.
Já o escritor Ferreira Gullar não escondeu sua preferência.
- Eu conheço o Serra desde a UNE. - disse Gullar ao JB, sobre a época da ditadura, na qual Serra dirigia a União Nacional dos Estudantes - Você sabe de alguma coisa contra ele? Ele já foi acusado de corrupção, de safadeza? De 1964 até hoje temos meio século. São poucos os políticos brasileiros que podem dizer: "Não há nada contra mim". Além disso, tem que haver alternância de poder. Não pode um partido só ficar no governo.
Também demonstraram apoio a Serra os atores Carlos Vereza e Rosamarinha Murtinho, que usaram o microfone para discursar em favor do candidato.

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