Razões do Blog


Este blog foi criado para apoiar a candidatura de José Serra à presidência do Brasil, por entendermos ser o candidato mais preparado, em todos os aspectos pessoais, políticos e administrativos. Infelizmente o governo assistencialista de Lula e a sua grande popularidade elegeram Dilma Rousseff.
Como discordamos totalmente da ideologia e dos métodos do PT, calcados em estatismo, corporativismo, aparelhamento, autoritarismo, corrupção, etc., o blog passou a ser um veículo de oposição ao governo petista. Sugestões e comentários poderão ser enviados para o email pblcefor@yahoo.com.br .

sexta-feira, 27 de maio de 2011

MP investigará Palocci

Ministério Público investigará enriquecimento de Palocci

EFE – sex, 27 de mai de 2011


Brasília, 27 mai (EFE).- O Ministério Público anunciou nesta sexta-feira a abertura de uma investigação sobre os bens do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, cujo patrimônio cresceu 20 vezes nos últimos quatro anos, nos quais foi deputado e consultor.
O ministro está sob fogo cruzado da oposição, que levantou suspeitas de tráfico de influência e exige explicações sobre o dinheiro que Palocci diz ter ganho como consultor de empresas entre 2006 e 2010.
Palocci, que foi ministro da Fazenda durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, é um dos "homens fortes" no gabinete da presidente Dilma Rousseff, que nesta quinta-feira o defendeu e garantiu que não existe irregularidade alguma em suas atividades.
No entanto, o Ministério Público acredita que o caso deve ser investigado, devido ao fato de que o ministro ainda não ofereceu uma explicação à sociedade.
"Embora a imprensa tenha notificado expressivo crescimento patrimonial do representado, não foram apresentadas publicamente justificativas que permitam aferir a compatibilidade dos serviços prestados com vultuosos valores recebidos", diz uma nota emitida nesta sexta-feira pelo procurador da República, Roberto Gurgel.
Segundo a imprensa, durante 2010, quando além de exercer um mandato de deputado coordenava a campanha eleitoral que levou Dilma ao poder, Palocci mantinha a empresa de consultoria Projeto, que abriu em 2006 e que só entre junho e novembro do ano passado faturou cerca de R$ 20 milhões.
A oposição, que pretende abrir uma investigação sobre o caso no Congresso, quer saber, entre outras coisas, quais são as empresas que foram clientes de Palocci, pois suspeita que muitas delas trabalhavam ou trabalham diretamente com o governo.
Porta-vozes da Projeto afirmaram que isso é "impossível", pois em seus contratos são incluídas "cláusulas de confidencialidade" que impedem revelar certas informações, como os nomes dos clientes.
No entanto, a empresa poderia ser obrigada agora a divulgar essa informação ao Ministério Público devido à investigação determinada pelo procurador-geral da República.
Palocci foi ministro da Fazenda do governo Lula de janeiro de 2003 até março de 2006, quando renunciou devido a um escândalo de corrupção pelo qual chegou a ser processado e acabou sendo declarado inocente.
Em uma nota divulgada na semana passada para explicar as atividades de sua empresa, Palocci declarou que a experiência como ministro supunha um valor agregado em seu trabalho de consultoria.
"No mercado de capitais e em outros setores, a passagem por Ministério da Fazenda, BNDES ou Banco Central proporciona uma experiência única que dá enorme valor a estes profissionais", indicou Palocci, que garantiu que sua empresa não funciona como consultoria desde o final de 2010 e que agora se dedica apenas a administrar seus bens. 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A fragilidade política de Dillma

Fratura exposta


Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
São vários os fatores que expõem a fragilidade política de Dilma Rousseff como presidente da República, sendo o mais recente e mais evidente a entrada de Luiz Inácio da Silva em cena.
Há outros, como a necessidade de esconder que a pneumonia contraída na volta da viagem à China não era "leve" como inicialmente anunciado, a recusa de tratar em público de suspeitas envolvendo seu principal auxiliar ou a demora em reagir a questões importantes como as sucessivas demonstrações de que há algo de muito errado no Ministério da Educação.
O recuo na distribuição do chamado "kit anti-homofobia" aconteceu não por causa de uma avaliação rigorosa sobre a adequação ou inadequação de uma campanha daquela natureza junto aos alunos do ensino fundamental, mas em função do temor de que católicos e evangélicos do Congresso não sustentem apoio a Antonio Palocci na crise.
Lula desembarcou em Brasília nesta semana não só para comandar a defesa do ministro Palocci, mas também para tentar conter a crescente insatisfação no PT e no PMDB com o estilo distante e animoso da presidente.
Para o público externo, galvaniza as atenções inventando uma versão qualquer para jogar suspeições sobre o PSDB a fim de desviar o foco das desconfianças sobre o enriquecimento anômalo do ministro e da evidência de que, se conspiração contra Palocci há, ela está dentro do PT e não na oposição.
Para o público interno, funciona como dique para conter a contrariedade das bancadas e suprir as carências do Planalto no momento em Palocci está fora de combate e que o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, se confirma na condição de nulidade.
A situação não é nova, vem se desgastando nos últimos dois meses, mas acabou se agravando com a crise que imobilizou Palocci conjugada à necessidade de uma articulação competente diante de uma questão importante como a votação do Código Florestal.
Um exemplo da carência de atributos de Dilma para lidar com o Congresso aconteceu na tarde de terça-feira, quando o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, foi ao palácio comunicar os termos para a votação do Código Florestal naquela noite.
O líder comunicou a Palocci o apoio do PMDB à emenda que permite a manutenção das produções agrícolas existentes em áreas de preservação permanente antes de 2008. Palocci levou a informação à presidente, que, então, mandou comunicar ao vice-presidente Michel Temer que se o partido insistisse no apoio à emenda demitiria todos os ministros do PMDB.
Uma impossibilidade evidente. Temer e Palocci precisaram contornar a situação fazendo ver a Dilma que aquele não seria o melhor momento para deflagrar uma guerra dessa envergadura.
O PMDB manteve a posição e à presidente foi transmitida a avaliação de que a emenda seria derrubada no Senado.
Se não for, ela terá de arcar com o desgaste do veto junto ao setor agrícola e até se expor ao risco de ver o veto derrubado.
Uma complicação à qual um governante não faz frente se não tiver experiência, vocação e tino políticos. Como Dilma Rousseff não tem, acaba de transferir essa tarefa a Lula.
Tal transferência pode até resolver o problema de imediato.
Mas abre enorme flanco com a cessão da autoridade presidencial a outrem. E não a um outrem qualquer: a Lula que sabe como ninguém potencializar poder político.
Decorre daí uma anomalia: o encolhimento da figura da presidente de direito e a expansão do papel de um ex-presidente numa informalidade institucional jamais vista em qualquer País do mundo civilizado.
Passivo. Quando o Supremo Tribunal Federal rejeitou a denúncia contra o ministro no caso da quebra do sigilo bancário de Francenildo Costa, o fez por falta de provas. Talvez fosse outra a decisão se os detentores de informações importantes tivessem se manifestado no tempo adequado.
Como a Caixa Econômica Federal, que tardou, e falhou, ao só agora informar à Justiça que a responsabilidade foi do gabinete do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Os lobbies de Palocci

Lista das empresas que contrataram a empresa de Palocci

O blog teve acesso à lista com parte das empresas que contrataram a Projeto, consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que multiplicou por 20 o seu patrimônio em apenas quatro anos.
Itaú Unibanco
Pão de Açúcar
Íbis
LG
Samsung
Claro-Embratel
TIM
Oi
Sadia Holding
Embraer Holding
Dafra
Hyundai Naval
Halliburton
Volkswagen
Gol
Toyota
Azul
Vinícola Aurora
Siemens
Royal Transatlântico


Lulla é quem manda

25/05/2011

Sob crise, Dilma e Palocci seguem orientação de Lula

Ex-presidente esboçou estratégia num jantar no Alvorada
Avaliou que articulação política do governo tem de mudar
Disse a Palocci que sua situação no Congresso é 'péssima'
Orientada,  Dilma  agendou 2 reuniões com  congressistas

Alan Marques/Folha
De passagem por Brasília, Lula produziu uma reviravolta na rotina do Palácio do Planalto. Portou-se como se ainda fosse o presidente.
Empurrada pelo ex-chefe, Rousseff trocou a parcimônia nos contatos políticos por uma volúpia de afabilidade.
De uma tacada, marcou duas reuniões com congressistas. Nesta quinta (26), almoça com a bancada de senadores do PT.
Na próxima semana, Dilma vai receber as lideranças dos outros partidos do condomínio governista.
Admoestado por Lula, o ministro Antonio Palocci (Casa Civil), antes seletivo no atendimento de ligações, pôs-se a distribuir telefonemas.
Líder do PR no Senado, Magno Malta (ES) tentava um contato telefônico com Palocci havia semanas.
Nesta quarta (26), depois de queixar-se a Lula, Malta foi brindado com uma inusitada deferência. Palocci tocou o telefone para o gabinete dele.
O senador absteve-se de atender. Abespinhado, ironizou: “Quando a situação aperta, a humildade aparece”.
Palocci discou também para o líder do PT, Humberto Costa. Queria confirmar o almoço do petismo com Dilma. Coisa que uma secretária poderia ter feito.
A amabilidade repentina de Dilma e Palocci é parte da estratégia concebida por Lula para debelar a crise que assedia o governo.
O ex-soberano ditou o comportamento do governo de sua "sucessora" num jantar ocorrido terça-feira (24), no Palácio da Alvorada.
Nesta quarta (25), em café da manhã na casa de José Sarney, presidente do Senado, Lula repetiu a avaliação que fizera a Dilma e Palocci na noite da véspera.
Lula disse que é “ grave” a crise que engolfa o governo desde que a ‘Folha’ revelou as atividades de consultoria que resultaram num salto patrimonial de Palocci.
Declarou que viajou a Brasília movido pela preocupação com o desenrolar do episódio. Pintou um quadro de cores fortes.
Acha que, se mal administrada, a encrenca pode evoluir para uma crise institucional. Coisa de consequências “imprevisíveis”.
Repisou a tese segundo a qual o tucano José Serra está por trás da divulgação dos dados sobre as atividades de consultoria de Palocci.
Há dois dias que o Planalto e o PT difundem a acusação de que as informações vazaram dos computadores da prefeitura de São Paulo.
Rodeado de aliados queixosos quanto à desatenção do Planalto, Lula se dispôs a intermediar demandas.
Ao ouvir reclamações sobre o descaso de Palocci com os políticos, Lula reproduziu frase que dissera ao próprio ministro.
Segundo os relatos recolhidos pelo blog junto a dois participantes do encontro, Lula advertira Palocci nos seguintes termos:
“Você precisa tomar cuidado. Sua situação no Congresso não é boa, é péssima. A insatisfação é grande”. Daí os telefonemas do ministro.
O próprio Lula instou os convidados da casa de Sarney a dizer o que pensam do governo. Seguiu-se um rosário de queixumes.
Entre os queixosos estava Magno Malta, o líder que receberia, horas depois, o telefonema de Palocci.
Malta disse a Lula que sua falta de acesso à Casa Civil tornara-o alvo de chacota em sua bancada.
Líder do PMDB, Renan Calheiros (AL) afirmou a Lula que o governo precisa corrigir os rumos de sua articulação. Sob pena de arrostar mais dissabores no Legislativo.
Nas pegadas da movimenação de Lula, Dilma vetou a distribuição de um kit de vídeos anti-homofobia que o Ministério da Educação se preparava para veicular.
O veto foi uma concessão à bancada de congressistas evangélicos, que enxergou no material um estímulo ao homossexualismo e ameaçava retaliar.
Após a decisão, a própria Dilma cuidou de comunicar a novidade num telefonema ao senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo licenciado da Igreja Universal.
Na Câmara, Anthony Garotinho (PR-RJ), coordenador dos evangélicos, que cogitava assinar o requerimento de CPI anti-Palocci, deu meia-volta.
Nas próximas semanas, o Planalto planeja refinar sua articulação política. De novo, consellho de um Lula reencarnado.
Foi à berlinda o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais). Ausente no café da manhã servido por Sarney, o ministro foi tachado de ineficiente.
Recordou-se no encontro o apelido de Luiz Sérgio no Congresso: garçom. Limita-se a anotar os pedidos.
Escrito por Josias de Souza 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Atraso vital

Revolução a passo de tartaruga

25/05/2011 Por joseserra


A Amazon já está vendendo mais livros eletrônicos do que em papel nos Estados Unidos. A oferta de e-livros (é assim que se traduz e-book?) em português ainda é limitada mas começa a ficar interessante. Por exemplo, você já acha muita coisa do Machado de Assis e outros clássicos da língua portuguesa em formato digital. E o que é melhor, de graça ou quase. Duvida? É só digitar no Google “ebook machado de assis”.
Este é um lado especialmente interessante do e-livro: sem papel para imprimir e transportar, o custo de distribuição é muito baixo. Se também não houver direito autoral a pagar, o custo final para o leitor converge para zero.
Assim, todas as obras de domínio público poderão estar disponíveis para baixar de graça da web. Ou seja, distância e custo deixarão de ser obstáculo para se ter acesso a muita coisa que foi publicada no mundo há cinqüenta anos ou mais. E o acesso às obras recentes, com direito autoral, tende a ficar bem mais barato, além de instantâneo. É ou não é uma revolução?
É, para quem tiver acesso a duas coisas: alfabetização e internet. Esse é o bilhete de entrada para a revolução digital.
Alfabetização é assunto para outro post.
Acesso à internet inclui conexão e um dispositivo de leitura, que pode ser um computador ou leitor de e-livro. O custo do dispositivo já baixou muito, vai baixar mais e paga-se uma vez só. Mas a conexão é um problema: no Brasil ainda é muito cara e de baixa qualidade.
Se quiser embarcar para valer – isto é, sem deixar ninguém de fora – na revolução digital, o Brasil precisa tratar da universalização do acesso à internet como um objetivo estratégico. O governo federal reconhece isso, mas não sabe como avançar para o objetivo com a velocidade necessária. Tropeça na ideologia (e na fisiologia). Reinventa o velho: uma empresa estatal sem recursos nem capacidade gerencial para tocar o Plano Nacional de Banda Larga. E retarda o novo: a necessária revisão do marco regulatório das telecomunicações, para adequá-lo à realidade da internet.
Resultado: o plano grandioso de investimento estatal está marcando passo, como aliás quase todos os projetos anunciados com pompa e circunstância eleitoral no ano passado. E os problemas regulatórios mal resolvidos travam os investimentos privados. Desse jeito, em vez de revolução, o que o Brasil pode ter a curto ou médio prazo é a saturação da infraestrutura da internet.
Isso não vai impedir os que já estão conectados de baixar e-livros e músicas. Mas vai atrasar a expansão no Brasil do acesso a vídeo pela internet. E vai manter milhões de brasileiros esperando mais do que precisariam para ter acesso a uma conexão de internet, se não boa, ao menos passável.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Video que circula em Portugal

O Povão não se dá conta...
video

Não se pode tapar o sol com uma peneira". Contra fatos não há argumentos e é por isso que coisas assim circulam cada vez mais na Internet, só que dessa vez já extrapolam fronteiras. Interesses partidários à parte, o que está registrado no vídeo anexo é a mais clara verdade e ninguém, por mais radical que seja, pode negar.
Mesmo um tanto tendencioso e deixando de falar sobre as benesses (mais empregos e maior poder aquisitivo) do governo em questão, o vídeo não mente. Assim, quem estiver de acordo com o que foi abordado, repasse. Quem não estiver, que me perdoe, mas fique à vontade! Continue calado, assistindo a mais violências, a mais misérias humanas nos cárceres, nos lares, nas ruas e Hospitais, além de mais atos de injustiça social perpetuados pelos que deveriam nos defender e estão cada vez mais se locupletando nas tetas do governo.
Como exemplo mais recente, sem que obviamente seja o último, a nossa imprensa (estará ela toda comprada?) noticia diariamente o escandaloso "novo caso Palocci", que tratou de "legalizar"  seu enorme salto patrimonial conseguido em tempo recorde (20 milhões em ano de eleição), praticamente nos últimos dois meses do governo anterior (novembro e dezembro de 2010), pagando os devidos impostos fiscais antes de voltar à cena pública. É claro que isso foi uma manobra necessária, muito inteligente por sinal, para que depois não viessem dizer que ele teria enriquecido após sua já prevista "reentrée" política. Foi legal, mas é imoral! Foi estratégico, mas é antiético!
São essas pequenas frestas que nos dão uma visão mínima do que se passa na cena governamental brasileira, por trás dos bastidores políticos da nossa nação, onde acontecem tantas outras aberrações anônimas que até Deus duvida.....................


sábado, 21 de maio de 2011

Isso é tráfico...

Deputados vazam que Palocci operou a fusão Itaú-Unibanco e favoreceu dezenas de empresas
Por Jorge Serrão


Exclusivo -
 Em absoluto sigilo, o médico, ex-ministro da Fazenda de Lula e deputado federal Antônio Palocci Filho foi um dos “cirurgiões” contratados e muito bem pagos para coordenar a complicadíssima fusão entre os bancos Itaú e Unibanco, em novembro de 2008. A empresa de Palocci – com todo o conhecimento do ex-governador José Serra – também prestou serviços às empreiteiras que atuaram na obra do Rodoanel, em São Paulo. A consultoria de Palocci tinha (ou tem?) parcerias com o advogado e também consultor José Dirceu – também ex-ministro da Casa Civil, até o ser derrubado pelo escândalo do mensalão.

Mas esses foram apenas dois entre as dezenas de trabalhos de Palocci que fizeram sua empresa Projeto Consultoria, Planejamento e Eventos Ltda arrecadar – pelo menos oficialmente - R$ 7,4 milhões, desde 2006. Deputados de oposição vazaram para alguns jornalistas, ontem à noite, a lista de empresas para quem o atual ministro-chefe da Casa Civil trabalhou (ou ainda trabalha?). Os sigilosos contratos de Palocci foram (ou são) com as maiores empresas que atuam no Brasil. Por isso, pode ser ainda maior que 20 vezes o surpreendente crescimento de seu patrimônio pessoal, nos últimos quatro anos.

Na inconfidência cometida por deputados, Palocci prestou assessoria internacional para as Organizações Globo. Palocci é um dos principais tocadores da Operação Copa do Mundo, junto com o companheiro José Dirceu. Também pilota, pessoalmente, o modelo de concessão de áreas dos aeroportos. Ele e Dirceu prestam consultorias para grandes empresas na área de telecomunicações. O agora revelado poder de relacionamento empresarial de Palocci explica por que Henrique Meirelles preferiu tirar o corpo fora do governo.

A lista vazada do portifólio de Palocci é longa. Além do Itaú-Unibanco, na área financeira, o principal ministro de Dilma Rousseff trabalhou para a Bradesco Holding. Até a EBX do bilionário Eike Batista usou os bons serviços do “doutor” Palocci. A Petrobrás e a Vale também usaram os sigilosos serviços do ilustre consultor. Tamanho prestígio indica que o verdadeiro fiador e articulador econômico-financeiro da eleição de Dilma Rousseff foi Palocci – e não o ex-presidente Lula

Além das empresas já citadas, foram clientes de Palocci, na versão vazada pelos deputados, que um repórter de um grande jornal gaúcho e uma famosa colunista das Organizações Globo preferiram não divulgar, pelo menos por enquanto: Pão de Açúcar, Íbis, LG, Samsung, Claro-Embratel, TIM, Oi, Sadia Holding, Embraer Holding, Dafra, Hyundai Naval, Halliburton, Volkswagen, Gol, Toyota, Azul, Vinícola Aurora, Siemens, Royal (transatlânticos).

O troco


Deputados vazaram a lista de clientes sigilosos de Palocci em retaliação ao conteúdo do e-mail enviado ontem pela Casa Civil, falando em nome do ministro, aos líderes partidários.

A bronca foi com um item da nota oficial alegando que a nota que “o ministro não manteve nenhuma atividade vedada quando era deputado e que 273 deputados federais e senadores da atual legislatura são sócios de estabelecimentos comercial, industrial, de prestação de serviços ou de atividade rural".

A nota também irritou Pedro Malan, Armínio Fraga, Henrique Meirelles, Persio Arida, Mailson da Nóbrega e André Lara Rezende – citados como pessoas que viraram banqueiros e consultores de prestígio quando deixaram o governo federal.

COMO MULTIPLICAR O PATRIMONIO MAIS DE 20 VEZES A CADA 4 ANOS


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Palocci e a eleição da Dillma

Empresa de Palocci faturou R$ 10 mi em apenas dois meses 

Receita obtida por consultoria em 2010 se concentrou no período entre o fim da campanha e a posse de Dilma

Assessoria atribui movimentação intensa a quitação de contratos depois da mudança da atividade da Projeto


CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA 

O faturamento da consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, no ano passado superou R$ 10 milhões em novembro e dezembro, os dois meses que separaram a eleição da presidente Dilma Rousseff e sua posse.
Palocci foi o principal coordenador da campanha de Dilma e chefiou a equipe que organizou a transição para o novo governo nesse período. Dilma anunciou sua escolha como ministro da Casa Civil no dia 3 de dezembro.
O valor obtido nos últimos dois meses do ano pela empresa de Palocci, a Projeto, representa mais da metade de sua receita no ano passado. A consultoria faturou R$ 20 milhões em 2010, segundo duas pessoas que examinaram seus números e foram ouvidas pela Folha.
Sem confirmar os valores, a assessoria da empresa atribuiu a intensa movimentação do fim do ano ao cancelamento de vários contratos após a decisão de Palocci de mudar a Projeto de ramo e encerrar suas atividades como consultor, antes de assumir o comando da Casa Civil.
Palocci abriu a Projeto em julho de 2006 e manteve sua atividade empresarial nos quatro anos em que exerceu o mandato de deputado federal e durante a campanha eleitoral do ano passado.
Como a Folha revelou ontem, o desempenho da Projeto no ano passado representou salto significativo em comparação com os R$ 160 mil faturados em 2006, quando a empresa abriu as portas.
O faturamento da Projeto em 2010 põe a consultoria de Palocci em pé de igualdade com as maiores empresas do ramo no país. A LCA Consultores, que hoje lidera o setor, faturou pouco mais de R$ 20 milhões no ano passado.
Entre as empresas que contrataram Palocci nos últimos anos estão a construtora WTorre e a operadora de planos de saúde Amil, como a Folha informou ontem.
Palocci multiplicou seu patrimônio com a ajuda da consultoria, adquirindo em São Paulo um apartamento de R$ 6,6 milhões em dezembro de 2010 e um escritório de R$ 882 mil em 2009.
Os imóveis foram registrados em nome da Projeto, que em dezembro deixou de ser uma consultoria e virou uma administradora de imóveis. A Casa Civil afirma que o apartamento e o escritório são os únicos imóveis administrados pela empresa.



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Dillma

GOVERNO DILMA EM QUATRO MESES E MEIO!

1. Demite secretário nacional antidrogas.
2. Desestabiliza ministra da cultura.
3. Perde o controle do Código Florestal.
4. Desestabiliza ministro da casa civil.
5. PIB cresce 3,5%.
6. Inflação projetada vai a mais de 7%.
7. Diz que ministro da fazenda está "firme".
8. Tem pneumonia por estresse.
9. Congresso parado pela não votação das MPs.
10. Copa 2014 (2013): ponto zero.
11. Designado para Autoridade Olímpica não toma posse: quer ser ministro.
12. Governador do Ceará ofende ministro de transportes


Fonte: ex-blog CM

Incrível é a desfaçatez... e a banalização da falta de ética do PT...

OS NEGÓCIOS DO MINISTRO

Empresa de Palocci faturou R$ 20 mi no ano da eleição

  RECEITA DE CONSULTORIA DEU SALTO NO ANO DA ELEIÇÃO DE DILMA PARA PRESIDENTE
  MINISTRO MANTÉM SILÊNCIO SOBRE CLIENTES


CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA 

A empresa de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, faturou R$ 20 milhões no ano passado, quando ele era deputado federal e atuou como principal coordenador da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República.
Segundo duas pessoas que examinaram números da empresa e foram ouvidas pela Folha, o desempenho do ano passado representou um salto significativo para a a consultoria, que faturou pouco mais de R$ 160 mil no ano de sua fundação, 2006.
Batizada como Projeto, a empresa de consultoria de Palocci foi aberta em julho de 2006 e transformada numa administradora de imóveis no fim de 2010, dias antes da posse do novo governo.
A Folha revelou no domingo que a Projeto comprou um apartamento de R$ 6,6 milhões no ano passado e um escritório de R$ 882 mil em 2009. Os dois imóveis ficam em São Paulo, perto da avenida Paulista, uma das áreas mais valorizadas da cidade.
As aquisições ajudaram Palocci a multiplicar por 20 seu patrimônio. Ao registrar sua candidatura a deputado em 2006, ele declarou à Justiça Eleitoral a propriedade de bens avaliados em R$ 356 mil, em valores corrigidos.
Palocci afirmou nesta semana que adquiriu os dois imóveis com recursos que sua consultoria obteve nos anos em que ele exerceu o mandato de deputado federal. O faturamento de 2010 é suficiente para comprar três apartamentos iguais ao que ele adquiriu no fim do ano.
A legislação brasileira permite que parlamentares mantenham atividades privadas como a consultoria de Palocci mesmo durante o exercício do mandato, mas prevê sanções para parlamentares que defenderem interesses dos clientes em sua atuação no Congresso.
Palocci tem evitado discutir a natureza dos serviços que sua empresa prestou e a identidade de seus clientes.
Palocci mudou os estatutos da empresa no fim do ano passado por orientação da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, para evitar que sua atividade como consultor de empresas gerasse conflitos com sua atuação no governo Dilma.
Ele transformou a Projeto numa administradora de imóveis e contratou uma empresa ligada ao Bradesco para administrá-la. Palocci diz que o apartamento e o escritório de São Paulo são os dois únicos imóveis administrados pela firma atualmente.
A Folha solicitou à Casa Civil várias vezes nos últimos dias informações sobre a Projeto, seus clientes e seu faturamento, mas a Casa Civil e a assessoria da empresa disseram que não divulgariam nenhuma dessas informações.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

PT. SERVIÇOS!

NOMENKLATURA, BOLIBURGUESIA, PT. SERVIÇOS!

Por Cesar Maia
               
“1. Durante o regime soviético, a burocracia superior do partido se transformou numa casta, com privilégios próprios dos capitalistas. Eram as dachas, mordomias, acumulação... A isso se chamava Nomenklatura.  No momento da abertura e do desmonte da União Soviética, isso ficou claro. As estatais privatizadas ficaram nas mãos da Nomenklatura e, em seguida, a Rússia passou a ser a principal fonte de evasão de divisas e lavagem de dinheiro: bilhões de dólares.
               
“2. A desintegração da economia de mercado na Venezuela produziu uma nova classe de capitalistas: os amigos de Chávez pendurados no gasto e nas decisões do Estado. Um novo tipo de patrimonialismo. Essa nova classe passou a ser conhecida na Venezuela como Boliburguesia, numa referência ao bolivarianismo de Chávez.
               
“3. Os regimes corruptos da África, da América Central e do Sul e da Ásia, como ocorreu na Indonésia, tornavam os ditadores bilionários com contas fechadas nos paraísos fiscais. Mas apesar da concentração -maior ou menor- da corrupção, não constituíram uma nova classe associada ao Estado. Quando os ditadores foram derrubados, no Estado não havia uma nova burguesia.
               
“4. O Capitalismo de Estado - em regimes de esquerda ou nacionalismo militar- independente do grau de aprofundamento do estatismo, também não constituía uma nova classe, associada ao estado, mesmo que personagens tenham enriquecido individualmente.
               
“5. O sociólogo Chico de Oliveira, um dos fundadores do PT, denominou a gestão do PT, do "país do ornitorrinco" para denominar uma "nova classe que surge com uma fisionomia volúvel deixando o comando do país para parcerias com o setor privado". Não se trata apenas de ocupação de cargos em comissão ou de dinheiro público transferido para ONGs laranjas da dirigência do PT.
               
“6. Agora surge o PT.Serviços, que cresce perigosamente. Não se trata de serviços de análises de conjuntura que um dirigente petista fora do governo possa fazer através de palestras, num período de transição até o retorno ao poder, sem se tornar assalariado de uma ou outra empresa.
               
“7. Trata-se da estatização do lobby. Ou seja: de dirigentes do PT, com peso específico indiscutível, passarem a condição de representantes, dentro do Estado, de empresas privadas, ou mesmo, por seu acesso ao poder, fazerem isso de forma escancarada junto a países que dependem de decisões do Estado brasileiro. A revista Piauí fez uma cobertura ampla das atividades –digamos, privadas - de José Dirceu.
               
“8. Agora surge o caso Palocci, aliás, reincidente, desde a máfia do lixo de Ribeirão Preto, passando por assessores íntimos seus nas relações CEF-Bingos, quando ainda era ministro da fazenda. E outras coisas faladas, mas não documentadas. Não se trata, repita-se, de palestras ou mesmo análises formais, sobre conjuntura econômica e política. Mas pelo estilo e valores concentrados, provavelmente de lobby do mesmo PT.Serviços de Dirceu. Lembre-se que dois pagamentos de mais de 3 milhões de reais cada, sequenciados, são evidências disso.
               
“9. De qualquer forma, a empresa constituída deveria ter tido suas atividades suspensas durante o ano eleitoral de 2010, pelas funções centrais cumpridas por ela, e não só em dezembro, depois das eleições. Olho para que o PT.Serviços não se constitua numa nova classe, o que traria os mesmos riscos de uma nomenklatura ou boliburguesia à brasileira”.

Dillma repete Lulla: crise ética na Casa Civil

Crise envolvendo Palocci mostra fragilidade de articulação política do Governo Dilma

“A crise provocada pela revelação da evolução patrimonial do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, expôs a fragilidade da articulação política do governo de Dilma Rousseff. Apesar dos esforços do Palácio do Planalto e do próprio Palocci em afirmar que o episódio está encerrado e que a rotina palaciana segue em clima de normalidade, a avaliação entre os principais aliados da presidente é que ela está excessivamente fechada, e seu governo, sem comando na área política.
As queixas entre parlamentares da base sobre problemas na articulação política do governo vinham sendo ouvidas há algumas semanas, mas cresceram principalmente por causa da crise envolvendo o ministro Palocci, que era, de fato, o verdadeiro interlocutor político do governo petista.
Diante desse quadro, já há no governo quem defenda a substituição imediata do chefe da Secretaria de Relações Institucionais, ministro Luiz Sérgio, considerado fraco para o cargo. A ausência da presidente Dilma no cenário político e a falta de diálogo com os partidos são apontadas frequentemente como a origem do problema nesta área.
- Está todo mundo impressionado com a ausência de comando. Parece que o piloto sumiu. A conclusão é que Luiz Sérgio vai ter de sair. Pois quem articula na crise? Ninguém. E isso aumenta a impressão de que a coisa é mais grave – avaliava ontem um senador petista.
Temor de que novos fatos compliquem situação de Palocci
O temor é que novos fatos e revelações possam complicar mais a situação de Palocci. A recomendação dos governistas no Congresso é que a presidente Dilma fuja do atual isolamento que se impôs e comece a criar fatos positivos para o governo. O ex-presidente Lula vinha advertindo a sucessora sobre a necessidade de retomar viagens pelo país e contatos com a população, a exemplo dele.
- Palocci, por enquanto, mantém-se firme no cargo, mas a articulação política do governo com esse episódio implodiu de vez – acrescentou outro governista.
Apesar do clima de insatisfação nos bastidores com a condução adotada pelo Planalto para a crise de Palocci, o discurso público dos aliados de Dilma é que o episódio está superado. Foi isso que o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), disse após reunião ontem com Palocci.
- Só discutimos Código Florestal. O ministro está tranquilíssimo. Para o PMDB, a questão sobre a evolução patrimonial de Palocci está encerrada.
Embora considere legítimas as cobranças da oposição por explicações do ministro, o líder do PMDB acha que houve um certo exagero:
- A oposição exagerou na dose ao tentar convocar o ministro no plenário da Câmara. Por isso teve apenas 80 votos.
O presidente do PT, Rui Falcão, minimizou interpretações de que Palocci tenha sido vítima de “fogo amigo”.
- Não sei de onde surgiu isso. Não sei de onde partiu ou qual a motivação (do vazamento). Para mim, essa é uma questão encerrada que não abala a credibilidade do governo nem do ministro Palocci. Não resta nenhum tipo de suspeita sobre sua reputação ou sua imagem – disse Falcão.
Ele não acredita que a pressão da oposição tenha mais consequências:
- Vendo as declarações do Aécio ontem, não vejo preocupação com isso. Não partiu do PSDB nenhuma iniciativa mais incisiva. O que vi foram iniciativas partidárias isoladas para dar mídia, fazer espuma! Não acho que vá ser convocado para depor no Congresso, porque já prestou contas em todos os órgãos cabíveis. Palocci não vai cair. O caso está sepultado. É muito barulho por nada.”
 (Globo Online)