'Dilmasia lembra doença', diz Serra
Fábio Fabrini - Enviado especial
BELO HORIZONTE - Pré-candidato à Presidência, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) desembarcou nesta segunda-feira em Minas com a missão de quebrar resistências na base de apoio ao mineiro Aécio Neves (PSDB), que disputou com ele a indicação do partido no ano passado.
Questionado sobre a ameaça de uma chapa Dilmasia no segundo colégio eleitoral do país - dobradinha informal para que o mineiro vote em Dilma Rousseff (PT) e o pré-candidato ao Palácio da Liberdade, Antônio Augusto Anastasia (PSDB) -, ele disse que o termo remete a patologia:
- É normal em campanha eleitoral que a gente fique especulando para cá, para lá. Eu acho só que o nome Dilmasia lembra doença.
Em Minas, Serra participa de um almoço na Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e de um encontro com mais de 300 prefeitos. Um dos objetivos é cicatrizar eventuais feridas da disputa interna com Aécio e mostrar que os tucanos estão, de fato, engajados no projeto do paulista.
Ele deixou claro que não aceitaria, por exemplo, fazer campanha velada com o pré-candidato de Lula ao governo mineiro, Hélio Costa (PMDB). Em entrevista recente à mesma rádio, Dilma Rousseff se mostrou simpática à chapa Dilmasia e chegou a sugerir o nome "Anastadilma", o que criou constrangimento com o peemedebista e aliados do Planalto.
- Eu até me dou bem com Hélio Costa, tenho uma relação cordial, mas, nessas coisas de casamento, eu defendo a monogamia - rebateu Serra.
Citando versos de Vinícius de Morais, ele acrescentou: _ O amor é infinito enquanto dura. Em política, eu trabalho assim: a minha ligação é infinita, não tem essas ambiguidades. Não defendo a poligamia.

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