Minas vira estratégia tucana para PresidênciaNa primeira visita ao estado depois de se lançar candidato ao Palácio do Planalto, José Serra receberá lista de realizações do governo Aécio Neves para usar como contraponto aos petistas
Bertha Maakaroun - Estado de Minas
Publicação: 14/04/2010 07:40

Além de pinçar segmentos no estado em que os investimentos do governo federal ficaram aquém do esperado, o PSDB de Minas vai apresentar à campanha de José Serra, um rol de realizações do governo Aécio Neves (PSDB) a ser sugerido como contraponto ao discurso petista de que tucanos têm um viés "privatista" e que não priorizam a agenda social.
Para preparar a visita do pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto, que chega a Belo Horizontenesta segunda-feira, o presidente estadual do PSDB, Nárcio Rodrigues, reuniu-se ontem com os partidos da base aliada para planejar a agenda. Além das sugestões de conteúdo para a campanha presidencial tucana, membros dos democratas e do PPS bateram o martelo em relação ao slogan do primeiro evento oficial da pré-campanha tucana, desde que oficializada a candidatura serrista, no sábado passado.
Em resposta à polêmica levantada pelas declarações da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, que propôs o voto "Anastadilma" àqueles que pretendem optar pelo PSDB para continuar a governar o estado e pelo PT para prosseguir no plano federal, o slogan da campanha presidencial tucana bate de frente: "Aécio aponta o caminho, Minas é Serra e Anastasia". Ao chegar a Belo Horizonte, como Dilma, Serra tem agendado um compromisso com empresários mineiros na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Em seguida, participará do encerramento de seminário promovido pelo PPS denominado "Uma nova agenda para o desenvolvimento brasileiro". Logo depois, vai a um evento político, para o qual foram convidados prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, além de líderes locais de partidos que integram a oposição ao governo Lula.
Pontos frágeis - De olho no segundo maior colégio eleitoral do país, o PSDB de Minas vai apontar ao PSDB paulista, os pontos de fragilidade na relação entre o governo de Minas e o governo federal ao longo dos últimos sete anos, para serem estrategicamente explorados pela campanha tucana. "O Serra tem consciência de que faltou em Minas a parceria com o governo Lula em muitos projetos estruturantes. Ele quer se aproveitar disso", afirmou, estranhando, por exemplo o fato de o governo de Minas ter precisado fazer a obra do gasoduto para garantir a planta de amônia e ureia em Uberaba. "Isso é uma anomalia. Caberia ao governo federal fazer isso, ainda mais à Petrobras que só investe 1% do que ela tem em Minas. O Serra tem a noção exata disso", observou.
Nárcio também criticou o fato de seis cidades em Minas ligadas a rodovias federais permanecerem sem asfaltamento. "O governo de Minas tem plano para ligar todas as cidades à rede de asfalto. Existem seis municípios, entre 224, que pertencem à malha viária federal. Enquanto o governo de Minas faz as 218 ligações, o governo federal não fez nenhuma das seis ligações para completar o Pro-Acesso, o que significa que vão ficar ilhadas por falta de ação do governo federal", acrescentou, apontando ainda falta de interação entre os governos para resolver a questão do RodoAnel de Belo Horizonte, a extensão do metrô, pelo menos até o Aeroporto de Confins, e a situação precária das estradas federais.
Ainda sem definição para o nome do vice que comporá a chapa tucana de José Serra, Nárcio Rodrigues salientou a expectativa de que o seu partido, em Minas, participe das decisões nacionais da campanha. "Queremos que o Aécio e Minas tenham uma participação na discussão das decisões do partido nesta campanha. Da chapa, do nome… é bom que sejamos ouvidos. Mas isso não se pleiteia. É natural que Serra se aconselhe com o Aécio. Não é imposto, é natural", afirmou Nárcio Rodrigues.
Depois de reiterar que Aécio Neves não será vice na chapa e de descartar a indicação de um nome, o presidente do PSDB de Minas considerou ser cedo ainda para a discussão da aliança. "Primeiro, vamos fortalecer a candidatura e estabelecer as suas bases para depois discutir a aliança. Ao discutirmos a parceria vamos estabelecer quem atrai mais forças e é capaz de contribuir na chapa para somar votos, apoios e assegurar a vitória", acrescentou.
Pesquisa
Pesquisa do instituto Sensus encomendada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo (Sintrapav ), divulgada ontem, aponta empate técnico na corrida presidencial entre o tucano José Serra (32,7%) e a petista Dilma Rousseff (32,4%). De acordo com a sondagem, Ciro Gomes (PSB) teria 10,1%, e Marina Silva (PV), 8,1%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Segundo dados apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o registro de número 7594/2010, o levantamento foi feito entre os dias 5 e 9 de abril em 24 estados, com 2.000 entrevistas. O PSDB desqualificou a pesquisa. Líderes tucanos afirmaram que o levantamento, por ser encomendado por um sindicato favorável a Dilma, tem o objetivo de impactar negativamente a campanha de Serra.
Pontos frágeis - De olho no segundo maior colégio eleitoral do país, o PSDB de Minas vai apontar ao PSDB paulista, os pontos de fragilidade na relação entre o governo de Minas e o governo federal ao longo dos últimos sete anos, para serem estrategicamente explorados pela campanha tucana. "O Serra tem consciência de que faltou em Minas a parceria com o governo Lula em muitos projetos estruturantes. Ele quer se aproveitar disso", afirmou, estranhando, por exemplo o fato de o governo de Minas ter precisado fazer a obra do gasoduto para garantir a planta de amônia e ureia em Uberaba. "Isso é uma anomalia. Caberia ao governo federal fazer isso, ainda mais à Petrobras que só investe 1% do que ela tem em Minas. O Serra tem a noção exata disso", observou.
Ainda sem definição para o nome do vice que comporá a chapa tucana de José Serra, Nárcio Rodrigues salientou a expectativa de que o seu partido, em Minas, participe das decisões nacionais da campanha. "Queremos que o Aécio e Minas tenham uma participação na discussão das decisões do partido nesta campanha. Da chapa, do nome… é bom que sejamos ouvidos. Mas isso não se pleiteia. É natural que Serra se aconselhe com o Aécio. Não é imposto, é natural", afirmou Nárcio Rodrigues.
Depois de reiterar que Aécio Neves não será vice na chapa e de descartar a indicação de um nome, o presidente do PSDB de Minas considerou ser cedo ainda para a discussão da aliança. "Primeiro, vamos fortalecer a candidatura e estabelecer as suas bases para depois discutir a aliança. Ao discutirmos a parceria vamos estabelecer quem atrai mais forças e é capaz de contribuir na chapa para somar votos, apoios e assegurar a vitória", acrescentou.
Pesquisa
Pesquisa do instituto Sensus encomendada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo (Sintrapav ), divulgada ontem, aponta empate técnico na corrida presidencial entre o tucano José Serra (32,7%) e a petista Dilma Rousseff (32,4%). De acordo com a sondagem, Ciro Gomes (PSB) teria 10,1%, e Marina Silva (PV), 8,1%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Segundo dados apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o registro de número 7594/2010, o levantamento foi feito entre os dias 5 e 9 de abril em 24 estados, com 2.000 entrevistas. O PSDB desqualificou a pesquisa. Líderes tucanos afirmaram que o levantamento, por ser encomendado por um sindicato favorável a Dilma, tem o objetivo de impactar negativamente a campanha de Serra.

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