A cartada de Serra
| Brasília-DF | ||||
| Por Luiz Carlos Azedo Com Norma Moura | ||||
| Correio Braziliense - 20/04/2010 | ||||
Mais do que uma crítica ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, grande patrono da reeleição no Brasil, as declarações contrárias à reeleição do ex-governador de São Paulo José Serra, pré-candidato tucano a presidente da República, ontem, em Minas, foram a cartada mais alta que poderia jogar na armação de sua campanha eleitoral. Era o ás de ouro que tinha nas mãos e resolveu pô-lo na mesa logo no começo do jogo. “Acho que reeleição não é coisa boa. Deveria ter cinco anos de mandato. Você chega e governa fazendo aquilo que tem de ser feito, não apenas de olho na reeleição”, disparou. Serra citou Juscelino Kubitschek, construtor de Brasília, cujo slogan era “50 anos em cinco”. E anunciou que pretende enviar a proposta ao Congresso. “Precisa ver se o Congresso concorda. Se não concordar, paciência. Mas vou defender”, disse. A cartada de Serra mira o ex-governador de Minas Aécio Neves, em mais uma tentativa velada de atraí-lo para a vice. Mas é também um recado para o presidente Lula, reiterando a velha proposta de acordo que havia lhe feito no primeiro mandato para acabar com a reeleição. Para bom entendedor, seria um convite à cristianização da candidata petista Dilma Rousseff (PT). Pauleira As críticas de Serra ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Minas — “é uma lista de obras, vamos ser realistas. A maior parte não foi feita. As obras, a gente tem que definir, tocar e fazer acontecer” — foram rebatidas com veemência pela ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, que chamou Serra de “biruta de aeroporto” porque ora elogia, ora critica o governo Lula. Esse tipo de bate-boca é tudo o que a petista quer no debate eleitoral. |


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