Dilma quer ser “a Lula”, diz Sérgio Guerra

Blog do Fernando Rodrigues
- mas para chefe serrista, petista “não convence a ninguém”
- "ela faz campanha para nós" com seus discursos, afirma tucano
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), disse em entrevista ao UOL que a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, fez campanha para seu adversário José Serra com suas declarações recentes. Segundo Guerra, a única coisa que Dilma tem a dizer é que ela é “a Lula”.
“Há uma saturação, esse é o fato. Esse pessoal não tem mais o que dizer. Tudo que a Lula... não, que a Dilma, desculpe... tudo que a Dilma pode fazer é dizer que ela é ‘a Lula’. Ela não tem outra coisa para fazer, e não convence a ninguém. A gente, nesses últimos 15 dias, não precisou fazer campanha. Ela fez para nós”, disse Guerra.
Segundo o senador, a ex-ministra não está preparada para a disputa com José Serra à Presidência.
“Há uma saturação, esse é o fato. Esse pessoal não tem mais o que dizer. Tudo que a Lula... não, que a Dilma, desculpe... tudo que a Dilma pode fazer é dizer que ela é ‘a Lula’. Ela não tem outra coisa para fazer, e não convence a ninguém. A gente, nesses últimos 15 dias, não precisou fazer campanha. Ela fez para nós”, disse Guerra.
Segundo o senador, a ex-ministra não está preparada para a disputa com José Serra à Presidência.

“O volume de equívocos, de desinformação e desconhecimento das coisas e das pessoas, da política, dos problemas, é brutal. Ela não tem nenhuma preparação para esse tipo de campanha que vai enfrentar e muito menos para o governo”, declarou o presidente nacional do PSDB.
A seguir, a íntegra da entrevista. Clique no tema na barra à esquerda do vídeo e assista ao trecho desejado:
Sérgio Guerra mencionou o fato de Dilma Rousseff nunca ter ocupado nenhum cargo eletivo. Segundo ele, a ex-ministra não provou ser uma liderança.
“Ela sempre foi uma assessora, nunca liderou nada. Não conheço a ministra Dilma liderando coisa alguma, ela foi uma colaboradora. Uma pessoa que foi uma colaboradora a vida toda, eficiente ou não, não pode pensar em governar o Brasil e fazer as pessoas acreditarem que isso vai dar certo”, disse Guerra.

“Ela sempre foi uma assessora, nunca liderou nada. Não conheço a ministra Dilma liderando coisa alguma, ela foi uma colaboradora. Uma pessoa que foi uma colaboradora a vida toda, eficiente ou não, não pode pensar em governar o Brasil e fazer as pessoas acreditarem que isso vai dar certo”, disse Guerra.

Empate entre Dilma e Serra nas pesquisasPesquisa de intenção de voto do Instituto Sensus, divulgada no dia 14.abril.2010 (aqui), revelou empate técnico entre Dilma Rousseff e José Serra. Sérgio Guerra, que é o coordenador da campanha presidencial tucana, questionou o instituto e o resultado divulgado.
“Eu tenho, muita gente tem, uma certa perplexidade diante dos resultados que são anunciados pelo Sensus” (...) “As pesquisas [do Sensus] são estranhas, diferentes das outras, não é porque eles foram contratados por uma instituição que ninguém sabe porque andou contratando pesquisas, esse jogo todo não nos interessa, não temos nada a ver com isso. O resultado deles é um resultado no mínimo estranho”.
Disputa plebiscitáriaSobre a estratégia do PT em tornar a eleição uma disputa plebiscitária baseada na comparação entre os governos FHC e Lula, Guerra disse haver muitos pontos negativos desse governo a serem explorados.
“A pauta vai ser nossa, não vai ser deles. Eles têm mania de mandar em todo mundo, e a ministra Dilma de uma maneira especial, mas não vão mandar na gente, não têm cabeça para mandar na gente, não têm história para mandar na gente. As instituições estão mal, a democracia está mal, esse negócio de entregar o Estado aos companheiros é uma brutalidade, instituições foram desagregadas, mensalões a todos os dias que se repetem a todo lugar, a vida pública foi vulgarizada e eles lideraram isso tudo”, declarou.
Ao se lançar candidato a presidente, José Serra acusou o PT e os petistas de terem intenção de “dividir o país entre ricos e pobres”. Indagado sobre o tema, Sérgio Guerra poupou o presidente Lula, mas criticou Dilma Rousseff.
“Reconheço que essa atitude de dividir o país não é uma atitude comum ao presidente, porém é o discurso da base ideológica dele. É um discurso elementar, muitas vezes afirmado pelo PT, pelo núcleo duro do governo, da campanha da própria Dilma e não vai demorar a Dilma vai começar a dar força à essa história: ‘Olha, eu sou do povo, eles não são, eu sou da maioria, eles não são, nós defendemos os pobres, eles não’. Isso tudo é uma fraude”, disse o senador.
Guerra classificou de “terrorismo puro” sugerir que um eventual governo Serra vai acabar com o programa Bolsa Família. Se voltar ao Planalto, afirmou o senador, o PSDB aumentará o projeto mantendo, inclusive, se for preciso, o mesmo nome.
“A pauta vai ser nossa, não vai ser deles. Eles têm mania de mandar em todo mundo, e a ministra Dilma de uma maneira especial, mas não vão mandar na gente, não têm cabeça para mandar na gente, não têm história para mandar na gente. As instituições estão mal, a democracia está mal, esse negócio de entregar o Estado aos companheiros é uma brutalidade, instituições foram desagregadas, mensalões a todos os dias que se repetem a todo lugar, a vida pública foi vulgarizada e eles lideraram isso tudo”, declarou.
Ao se lançar candidato a presidente, José Serra acusou o PT e os petistas de terem intenção de “dividir o país entre ricos e pobres”. Indagado sobre o tema, Sérgio Guerra poupou o presidente Lula, mas criticou Dilma Rousseff.
“Reconheço que essa atitude de dividir o país não é uma atitude comum ao presidente, porém é o discurso da base ideológica dele. É um discurso elementar, muitas vezes afirmado pelo PT, pelo núcleo duro do governo, da campanha da própria Dilma e não vai demorar a Dilma vai começar a dar força à essa história: ‘Olha, eu sou do povo, eles não são, eu sou da maioria, eles não são, nós defendemos os pobres, eles não’. Isso tudo é uma fraude”, disse o senador.
Guerra classificou de “terrorismo puro” sugerir que um eventual governo Serra vai acabar com o programa Bolsa Família. Se voltar ao Planalto, afirmou o senador, o PSDB aumentará o projeto mantendo, inclusive, se for preciso, o mesmo nome.

“Programas desse tipo existem em todos os lugares do mundo. Isso teve início no governo do FHC [ex-presidente Fernando Henrique Cardoso], com Ruth Cardoso. Esses programas tiveram efeito na distribuição da renda. Dizer que vamos acabar com o Bolsa Família é terrorismo puro. Nunca se disse isso. É demagogia, mas é um dos poucos discursos que sustenta essa coisa da Dilma aí”.
A respeito de privatizações em um eventual governo tucano, o presidente do PSDB disse que “a pergunta não faz sentido”.“O que tinha de privatizar já foi privatizado. Não cabe mais discutir essa questão. Esse truque do PT de nos tachar de privatistas já deu certo no passado, mas agora estamos preparados”.Ao discutir o legado de Fernando Henrique Cardoso e seu papel na campanha, Sérgio Guerra saiu em defesa do ex-presidente.

“Não dá para falar em PSDB e não falar em FHC, ele está na nossa pele, está no nosso DNA. Sempre que formos tomar uma grande decisão ele estará presente”, disse.
A escolha do vice
A escolha do candidato a vice-presidente na chapa do PSDB será resolvida em conjunto com o Democratas nos próximos dois meses, segundo expectativa do senador tucano. Ele apontou alguns nomes do DEM cogitados para o posto: os senadores José Agripino (RN) e Kátia Abreu (TO) e o deputado José Carlos Aleluia (BA).
Sérgio Guerra discorda da avaliação de que o escândalo de corrupção que abalou o DEM no Distrito Federal e levou o único governador do partido a ficar dois meses na prisão tenha abalado a força da candidatura de Serra, capitaneada pela aliança PSDB-DEM-PPS.
“Todo partido enfrenta situação parecida. A imagem do DEM não foi afetada. O que faliu não foi o DEM, foi a política como um todo no Distrito Federal; onde você põe a mão se dá mal lá. Foi uma questão localizada que foi enfrentada pelo DEM muito melhor do que pelo PT [no caso do mensalão federal]”, defendeu o senador.
A escolha do candidato a vice-presidente na chapa do PSDB será resolvida em conjunto com o Democratas nos próximos dois meses, segundo expectativa do senador tucano. Ele apontou alguns nomes do DEM cogitados para o posto: os senadores José Agripino (RN) e Kátia Abreu (TO) e o deputado José Carlos Aleluia (BA).
Sérgio Guerra discorda da avaliação de que o escândalo de corrupção que abalou o DEM no Distrito Federal e levou o único governador do partido a ficar dois meses na prisão tenha abalado a força da candidatura de Serra, capitaneada pela aliança PSDB-DEM-PPS.
“Todo partido enfrenta situação parecida. A imagem do DEM não foi afetada. O que faliu não foi o DEM, foi a política como um todo no Distrito Federal; onde você põe a mão se dá mal lá. Foi uma questão localizada que foi enfrentada pelo DEM muito melhor do que pelo PT [no caso do mensalão federal]”, defendeu o senador.
Guerra disse ainda ser caso encerrado a possibilidade de Aécio Neves ser o vice na chapa de José Serra.

“O papel do Aécio é ganhar em Minas [Gerais], ganhar para o nosso candidato para governador e aumentar nossa bancada. Vamos duplicar nossa bancada lá [em Minas] nesse ano. Acredito no sucesso do [Antonio] Anastasia [ex-vice de Aécio, hoje atual governador mineiro e candidato à reeleição]. Aécio não será o vice e tem explicações relevantes para isso. É o que ele diz e é o que ele pede para que eu diga”, disse o presidente do PSDB.

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