Razões do Blog


Este blog foi criado para apoiar a candidatura de José Serra à presidência do Brasil, por entendermos ser o candidato mais preparado, em todos os aspectos pessoais, políticos e administrativos. Infelizmente o governo assistencialista de Lula e a sua grande popularidade elegeram Dilma Rousseff.
Como discordamos totalmente da ideologia e dos métodos do PT, calcados em estatismo, corporativismo, aparelhamento, autoritarismo, corrupção, etc., o blog passou a ser um veículo de oposição ao governo petista. Sugestões e comentários poderão ser enviados para o email pblcefor@yahoo.com.br .

domingo, 18 de abril de 2010

Ciro e o PSB


O ônus da proposta




Dora Kramer

O Estado de S.Paulo - 17/04/10

Se de algum erro de cálculo talvez se arrependa o deputado Ciro Gomes atualmente é o de ter atrelado seu projeto de vida política ao presidente Luiz Inácio da Silva sem considerar a hipótese da inexistência de reciprocidade.
Pois bem. Hoje Ciro equilibra-se entre uma ala de seu partido que teme se descolar da proteção do guarda-chuva da aliança com a candidatura governista de Dilma Rousseff e outra que compartilha com ele o entendimento de que caminhar com as próprias pernas a bordo de 10%, 12% do eleitorado nacional é melhor que entrar numa coalizão em posição subalterna.
Nesse último grupo há também a visão de que a fragilidade da candidata não faz do naufrágio uma impossibilidade e, portanto, urge a necessidade de o PSB dispor de um plano B.
Por mais que argumente, Ciro ainda não conseguiu vencer os mais resistentes embora tenha sido convincente o bastante para resistir à pressão do grupo de petistas que se enerva com suas críticas ao PT e com uma atitude amena em relação ao candidato do PSDB, seu inimigo histórico.
Ciro pondera, mas não convence os interlocutores, de que com isso na realidade contribui para conter o crescimento de José Serra nas pesquisas, pois o eleitorado dele tende a apoiar o tucano caso saia da disputa.
De Lula diretamente até agora não recebeu pedido algum para retirar a candidatura. Tampouco ouviu palavra de incentivo. Com o presidente do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sim, discutiu mais de uma vez o assunto.
Campos ora tende a avaliar que seria melhor a retirada, ora admite que existem vantagens partidárias na manutenção da candidatura. Mas em hipótese alguma pretende pôr em risco sua reeleição entrando em atrito com o presidente, cuja popularidade em Pernambuco é estratosférica.
Há duas semanas Ciro Gomes fez um acordo com a cúpula do PSB, cujo prazo venceu na quinta-feira, quando voltou a se manifestar em artigo, cobrando duramente uma manifestação do partido.
Pelo combinado, passaria 15 dias em silêncio para testar o efeito que isso teria em relação à relevância do PSB junto ao PT. A ideia seria "provar" a tese de que a posição de aliado pacífico, sem voz, tenderia a desvalorizar o PSB. E, nesse aspecto, Ciro comprovou que não estava errado.
Sumiu do noticiário. De uma hora para outra não era mais incluído no rol de candidatos em artigos e reportagens sobre eleições e a montagem das estruturas de campanha.
No artigo de anteontem, Ciro indica falta de condições de diálogo com o partido, tal o tom da cobrança: "O que é o PSB, um ajuntamento como tantos outros ou a expressão de um pensar audacioso e idealista sobre o Brasil?"
O silêncio do presidente do partido, Eduardo Campos, parece responder por si.
E Ciro Gomes, que no artigo reafirma a candidatura a presidente, salvo ilusão de ótica, parece candidato de si mesmo.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.