No gogó, Lula e Dilma atacam grevistas; na prática.....
A palavra vã pertence a todos os governantes e candidatos. No dia em que for suprimida de suas frases, muitos se tornarão mudos perenes.Tomem-se os casos de Lula e Dilma Rousseff. A campanha como que os intima a dizer meia dúzia de palavras sobre qualquer coisa.
Num tema –as greves de servidores públicos—, o cabo-eleitoral e a candidata roçam o óbvio: Cruzou os braços? Que assuma os riscos. Nada de salário!
Evocando os seus tempos de sindicalista do ABC, Lula costuma dizer que paralisação com contracheque não é greve, mas férias.
Nesta quinta (1º), em entrevista radiofônica, Dilma foi instada a comentar uma greve de peritos médicos do INSS lotados e Campinas (SP).
Ela ecoou o mentor: "Temos que ver com muito cuidado essa questão de greve em serviços médicos..."
“...O presidente Lula sempre disse que [quando ele fazia greve] perdia o dia. Ele não fazia greve e ganhava o dia...”
“...Então, o que tem que ser visto é [...] se, de fato, a pessoa que está fazendo greve está perdendo o dia. Porque senão fazer greve fica complicado”.
Beleza. Resta uma pergunta: Se é assim, por que diabos o presidente não puxou o telefone e ordenou aos ministros correspondentes, desde 2003: Corta o ponto!
As evidências acomodam o lero-lero de Lula e Dilma no rol das palavras vãs. Melhor fariam se ficassem mudos. Mas, sabe como é, estão em campanha.
Escrito por Josias de Souza

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