Razões do Blog


Este blog foi criado para apoiar a candidatura de José Serra à presidência do Brasil, por entendermos ser o candidato mais preparado, em todos os aspectos pessoais, políticos e administrativos. Infelizmente o governo assistencialista de Lula e a sua grande popularidade elegeram Dilma Rousseff.
Como discordamos totalmente da ideologia e dos métodos do PT, calcados em estatismo, corporativismo, aparelhamento, autoritarismo, corrupção, etc., o blog passou a ser um veículo de oposição ao governo petista. Sugestões e comentários poderão ser enviados para o email pblcefor@yahoo.com.br .

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Serra na Copa

Serra pode aproveitar Copa, diz especialista; veja o que outros candidatos já fizeram

Diego Salmen
Do UOL Eleições
Em São Paulo
Para se aproveitarem da Copa do Mundo em época de eleição, os pré-candidatos à Presidência da República tentam se vincular de alguma forma ao torneio. Nem todos, porém, mostram a mesma familiaridade quando o assunto é futebol: entre os três presidenciáveis, José Serra (PSDB) é o que tem mais intimidade com o tema.
“O candidato pode se aproveitar [da Copa] se ele aparecer em um contexto que o eleitor entenda como natural”, afirma Rubens Figueiredo, cientista político e diretor do Cepac (Centro de Pesquisas e Analises de Comunicação). “Imagina uma coletiva em que a Dilma comece a falar de futebol, é um negócio até grotesco”, diz.
Recentemente, Serra lamentou a ausência dos jogadores Neymar e Ganso na lista de convocados do técnico Dunga, mas desejou sorte ao selecionado. Atitude semelhante teve sua concorrente direta, a petista Dilma Rousseff, torcedora do Internacional e simpatizante do Atlético-MG, embora não seja aficionada pelo esporte. Já Marina Silva (PV) admitiu, em entrevista exclusiva para o UOL Eleições, que não acompanha futebol; no entanto, disse que, como ambientalista, “torcia pelo Ganso” na Seleção.
“O esporte está diretamente ligado à emoção das pessoas, ainda mais quando se fala em Copa do Mundo. Não há nada que possa deixar o brasileiro mais feliz ou satisfeito”, afirma Conrado Nakata, proprietário da Bravo, agência especializada em marketing esportivo. “Qualquer candidato que possa usar de uma forma coerente isso, o fará”.
  • Lula, Brizola, Marta Suplicy e José Dirceu vibram com gol do Brasil contra a Escócia, em 1998
“Dos três, quem entende mais de futebol, é apaixonado, é o Serra. Se um repórter chamar o Serra para comentar um jogo da Copa do Mundo, acho que não seria uma aberração”, diz Figueiredo. “O mesmo não aconteceria com os outros candidatos”, afirma.
Palmeirense “roxo”, o ex-governador de São Paulo costuma assistir aos jogos de seu time no Palestra Itália sempre que possível, e conversa com frequência com Luiz Gonzaga Belluzzo, seu amigo e presidente do clube, sobre o desempenho da equipe.
No final da década de 1990, o então ministro da Saúde chegou a criticar o técnico Luiz Felipe Scolari pelo esquema tático “retranqueiro” que impunha ao time. Em resposta, ouviu que a saúde no país era “precária”. “Ainda bem que tenho um bom plano”, retrucou Felipão.
Para Figueiredo, o domínio de um candidato sobre o tema Copa do Mundo ou até mesmo futebol pode ajudar a criar empatia com fatias do eleitorado. “Mas não é um fator decisivo. Eu nunca vi alguém falar que vota em alguém por causa de Copa de Mundo”, afirma.
Brasil eliminado
Em junho de 1998, o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), candidato à reeleição, previu a vitória do Brasil sobre a Escócia em seu primeiro jogo na Copa da França por 2 a 1. “Todos nós, brasileiros, estamos aqui torcendo para que, mais uma vez, vocês representem com garra e dignidade esse grande país que é o Brasil”, disse FHC em carta endereçada ao esquete nacional. O sociólogo sempre dissera torcer por Flamengo e Corinthians, as duas maiores torcidas do país, embora tenha reconhecido posteriormente não dar muita atenção ao futebol.
No mesmo mês, o então dirigente sindical Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à época em sua segunda disputa pela Presidência, publicou artigo na Folha de S. Paulo em que dizia estar “torcendo muito” para o Brasil sagrar-se campeão. O texto, publicado às vésperas da final contra a França, encerrava assim a exaltação à Seleção:
“Depois da festa, estaremos planejando um novo time para daqui a quatro anos. Um novo e longo sonho. Sem esquecer, porém, que nesse período teremos um Brasil sob nova direção e, finalmente, com uma nova forma de governar. Para todos, maioria e minorias. Mas isso é outra história...”, escreveu Lula.
Futebol “paz e amor”
No pleito seguinte, posturas semelhantes. Em sua versão “paz e amor”, o corintiano Lula não deixou de prestigiar o plantel brasileiro em busca de dividendos políticos. Em agosto de 2002, a dois meses das eleições, o ex-operário comparou sua equipe de campanha à "seleção do Felipão", ao mesmo tempo em que equiparava os adversários às seleções de França e Argentina, eliminadas da competição.
Lá como cá, o presidenciável José Serra acreditava em “vitória apertada” do Brasil numa hipotética final contra a Argentina, a França ou a Itália. O tucano, contudo, não consultou a tabela da Copa, que impedia que quaisquer das três seleções enfrentassem a equipe brasileira na decisão do torneio.
Correndo por fora, o também candidato Ciro Gomes, na ocasião filiado ao PPS, viu o tiro sair pela culatra: testemunhou a derrota do Brasil para o Paraguai por 1 a 0 em um amistoso, enquanto assistia ao jogo vestindo uma camisa de número 23, o mesmo de seu partido, na cidade de Fortaleza.
“Todo candidato tenta, a sua maneira, usar o esporte como uma ferramenta para a campanha dele”, diz Nakata. Para o especialista, a imagem do candidato não é prejudicada em caso de insucesso da Seleção brasileira no torneio. “Não acho que a derrota possa influenciar, mas a vitória, sim”, avalia.
À época, a candidatura de Ciro – que foi comentarista esportivo em uma rádio de Sobral (CE) - tinha o apoio da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Ele é amigo do presidente da entidade, Ricardo Teixeira, e durante a campanha rejeitou a idéia de se fazer uma intervenção federal na confederação. "Quem tem que decidir a forma de administrar a CBF são os seus membros", afirmara o candidato, torcedor do Guarany de Sobral (CE) e simpatizante do Corinthians.
Reeleição de chuteiras
No pleito de 2006, quando disputava a reeleição contra o santista Geraldo Alckmin (PSDB), Lula incluiu em seu programa de governo, de maneira genérica, a necessidade de o país sediar uma Copa do Mundo. "[O governo] vai postular o direito de ser a sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014", afirmava o documento.
  • Alckmin assiste ao jogo entre Brasil e Croácia ao lado de Serra, na Copa de 2006
A polêmica mais conhecida do período, no entanto, foi uma troca de farpas entre Ronaldo e Lula, que questionou publicamente o peso do atacante: “Afinal de contas, ele está gordo ou não está gordo?”, disse. O jogador não deixou por menos: “Todo mundo diz que ele bebe pra caramba. Tanto é mentira que eu sou gordo como deve ser mentira que ele bebe pra caramba”, afirmou Ronaldo.
Em junho do mesmo ano, o presidente realizou uma festa junina, o “Arraiá do Torto”, na Granja do Torto, uma das residências oficiais da presidência da República, com decoração inspirada na Copa do Mundo. Durante o torneio, Alckmin assistiu no Recife ao jogo entre Brasil e Japão numa tentativa de obter dividendos políticos no nordeste, região que à época já era tida como reduto eleitoral de Lula.
“Agora, depois da Copa, se o Brasil ganhar, é muito provável que haja aquele encontro com o presidente da República, mas não vai ser algo que vai influenciar muito. Se aproveitar diretamente disso soa muito oportunista e artificial”, diz Figueiredo.
Em 2002, por exemplo, o presidente FHC recepcionou a Seleção pentacampeã , em uma cerimônia que ficou famosa pela cambalhota do volante Vampeta em plena rampa do Palácio do Planalto. “O eixo da eleição é se as pessoas ficam felizes com o governo ou não; ganhar ou perder a Copa não muda nada”, afirma Figueiredo.
  • Diante de FHC, Vampeta dá cambalhota durante a recepção aos campeões do mundo de 2002

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