Na convenção nacional do PV, senadora pede oração para se tornar "a primeira mulher negra" a ser presidente
Empresário Guilherme Leal, candidato a vice, afirma que a política no país hoje se resume a lotear espaços de poder
Empresário Guilherme Leal, candidato a vice, afirma que a política no país hoje se resume a lotear espaços de poder
Sérgio Lima/Folhapress![]() |
BERNARDO MELLO FRANCOENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA
JOHANNA NUBLAT
MÁRCIO FALCÃO DE BRASÍLIA
A pré-candidata do PV ao Planalto, Marina Silva, 52, disse que vai furar a polarização entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) e chegar ao segundo turno. A afirmação marcou o lançamento de sua campanha, em Brasília.
"Não vamos aceitar o veredicto do plebiscito. Ele vai ser revogado pelo povo", disse.
Marina flertou com a base lulista: abriu o discurso com a saudação petista "companheiros e companheiras" e elogiou Lula, de quem foi ministra do Meio Ambiente por cinco anos e meio.
"Agradeço por ter feito parte deste governo. Não posso dizer que não estou aqui sem uma dorzinha no coração. É claro que estou."
Após elogiar amigos do PT do Acre, ela deixou claro que sonha em disputar a reta final da eleição contra Serra, com apoio do antigo partido.
"Peço a Deus que eles continuem vitoriosos. Estamos separados momentaneamente, mas vamos nos encontrar no segundo turno, se Deus quiser", disse.
Marina pediu aos militantes que não sejam "ansiosos" e disse acreditar que subirá nas pesquisas -ela está com 12%, segundo o Datafolha.
Em tom emocional, lembrou a infância pobre e se apresentou "menininha analfabeta do seringal". No fim, pediu aos militantes que rezem ou torçam para que se torne "a primeira mulher negra, de origem pobre", a assumir a Presidência.
Os discursos mais duros ficaram para os aliados.
O vice Guilherme Leal afirmou que a política "que hoje prevalece no país" se resume a "lotear e distribuir espaços de poder": "Os escândalos de corrupção permeiam a maioria dos espaços na política".
O pré-candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, fez o ataque mais contundente ao governo.
"Há anos, lutávamos para colocar nosso grupo [no Planalto]. E conseguimos. Mas nossos sonhos foram frustrados", afirmou ele, que também é apoiado por Serra.
"Vamos de novo colocar outro grupo. Vamos ver se agora a situação melhora."
"Não vamos aceitar o veredicto do plebiscito. Ele vai ser revogado pelo povo", disse.
Marina flertou com a base lulista: abriu o discurso com a saudação petista "companheiros e companheiras" e elogiou Lula, de quem foi ministra do Meio Ambiente por cinco anos e meio.
"Agradeço por ter feito parte deste governo. Não posso dizer que não estou aqui sem uma dorzinha no coração. É claro que estou."
Após elogiar amigos do PT do Acre, ela deixou claro que sonha em disputar a reta final da eleição contra Serra, com apoio do antigo partido.
"Peço a Deus que eles continuem vitoriosos. Estamos separados momentaneamente, mas vamos nos encontrar no segundo turno, se Deus quiser", disse.
Marina pediu aos militantes que não sejam "ansiosos" e disse acreditar que subirá nas pesquisas -ela está com 12%, segundo o Datafolha.
Em tom emocional, lembrou a infância pobre e se apresentou "menininha analfabeta do seringal". No fim, pediu aos militantes que rezem ou torçam para que se torne "a primeira mulher negra, de origem pobre", a assumir a Presidência.
Os discursos mais duros ficaram para os aliados.
O vice Guilherme Leal afirmou que a política "que hoje prevalece no país" se resume a "lotear e distribuir espaços de poder": "Os escândalos de corrupção permeiam a maioria dos espaços na política".
O pré-candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, fez o ataque mais contundente ao governo.
"Há anos, lutávamos para colocar nosso grupo [no Planalto]. E conseguimos. Mas nossos sonhos foram frustrados", afirmou ele, que também é apoiado por Serra.
"Vamos de novo colocar outro grupo. Vamos ver se agora a situação melhora."
Íntegra do discurso de Marina
Jornalista fala sobre discurso da candidata do PV em Brasília
GASTOS
O PV anunciou que pretende gastar até R$ 90 milhões na campanha. O valor é mais de duas vezes a previsão inicial, de R$ 40 milhões. "Esse será o limite, o melhor esforço", disse Leal à Folha.
Segundo os verdes, a convenção custou R$ 700 mil. A festa atraiu cerca de mil pessoas. O plano de encher o palanque de artistas, porém, não se concretizou. Nem Gilberto Gil e Adriana Calcanhoto, que brilharam na pré-convenção de maio, apareceram.
O teólogo Leonardo Boff exaltou o simbolismo da senadora: "Marina nos traz a utopia necessária".
Roberto Rodrigues: Análise da candidatura de Marina
Jornalista fala sobre discurso da candidata do PV em Brasília
GASTOS
O PV anunciou que pretende gastar até R$ 90 milhões na campanha. O valor é mais de duas vezes a previsão inicial, de R$ 40 milhões. "Esse será o limite, o melhor esforço", disse Leal à Folha.
Segundo os verdes, a convenção custou R$ 700 mil. A festa atraiu cerca de mil pessoas. O plano de encher o palanque de artistas, porém, não se concretizou. Nem Gilberto Gil e Adriana Calcanhoto, que brilharam na pré-convenção de maio, apareceram.
O teólogo Leonardo Boff exaltou o simbolismo da senadora: "Marina nos traz a utopia necessária".
Roberto Rodrigues: Análise da candidatura de Marina


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