Razões do Blog


Este blog foi criado para apoiar a candidatura de José Serra à presidência do Brasil, por entendermos ser o candidato mais preparado, em todos os aspectos pessoais, políticos e administrativos. Infelizmente o governo assistencialista de Lula e a sua grande popularidade elegeram Dilma Rousseff.
Como discordamos totalmente da ideologia e dos métodos do PT, calcados em estatismo, corporativismo, aparelhamento, autoritarismo, corrupção, etc., o blog passou a ser um veículo de oposição ao governo petista. Sugestões e comentários poderão ser enviados para o email pblcefor@yahoo.com.br .

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dilma quase ganha o troféu 'Fóssil do Dia' em Copenhague


Como naufragar em 12 segundos

16 de dezembro de 2009
CHARGEMEIOAMBIENTE
Só nesta quarta-feira se soube que a náufraga de Copenhague escapou por pouco da morte por afogamento. Numa nota de 16 linhas perdida na página 19, a Folha informou que um acordo costurado às pressas entre militantes nativos e estrangeiros impediu que Dilma Rousseff fosse contemplada com o antiprêmio “Fóssil do Dia”. Concebido por um colegiado de Ongs, a distinção indesejável é entregue a quem complica com especial eficácia a busca de soluções para problemas ambientais.
Dilma transformou-se em candidata imbatível ao declarar incompatíveis o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. A sorte da virtual vencedora do “Fóssil do Dia” é que o colega Carlos Minc assimila grosserias como um grande pugilista assimila jabs desferidos por novatos. Com a ajuda de dirigentes de Ongs brasileiras, ele convenceu os coordenadores da antipremiação de que a ministra tem cura. A performance eternizada em vídeo diz o contrário.
O naufrágio precipitado por 27 palavras divididas em duas frases durou 12 segundos. No primeiro, Dilma Rousseff ergue os olhos pousados no texto para avisar em 13 letras (O meio ambiente é) que vai discorrer sobre o antigo desafeto. Contemplando um ponto imaginário à sua esquerda, um metro acima das cabeças na plateia, a oradora sublinha antecipadamente (sem dúvida nenhuma) o que dirá em seguida. Retoma a leitura do script e parte para a definição que, desastrosa em qualquer lugar, explodiu como um míssil na Conferência do Clima de Copenhague: uma ameaça ao desenvolvimento sustentável.


Fundindo enfado e estupidez no olhar sem brilho, Dilma volta à contemplação do horizonte insondável e improvisa o atalho para o ponto final: Isso significa que é uma ameaça pro futuro do nosso planeta e do nosso país“. Se o planeta é ameaçado, também o Brasil está em perigo. Faz sentido. Platitudes quase sempre fazem sentido.
Fechada na ministra, a câmera não exibe a reação da plateia nem dos parceiros de comitiva. Ficam fora, por exemplo, os tremores de Carlos Minc e a perplexidade do embaixador Luiz Figueiredo, que chefiou a delegação brasileira até a chegada da candidata de Lula à Dinamarca. Tampouco aparecem o horror estampado no rosto de ambientalistas militantes e o espetáculo da orfandade protagonizado por cabos eleitorais da Mãe do PAC.
A gerente de país sempre achou que qualquer paisagem ficaria muito melhor se exibisse soja em vez de mata, sempre defendeu a semeadura de turbinas nos leitos dos rios selvagens. (”Não tem como garantir um crescimento com energia limpa sem as hidrelétricas”, reincidiu em Copenhague). Lula achou que uma semana na Dinamarca transformaria o Terror da Amazônia em Amiga da Selva. Até que vieram as 27 palavras.
Valeram mais que mil discursos. Fora o troféu, que ficou para a próxima.


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