Razões do Blog


Este blog foi criado para apoiar a candidatura de José Serra à presidência do Brasil, por entendermos ser o candidato mais preparado, em todos os aspectos pessoais, políticos e administrativos. Infelizmente o governo assistencialista de Lula e a sua grande popularidade elegeram Dilma Rousseff.
Como discordamos totalmente da ideologia e dos métodos do PT, calcados em estatismo, corporativismo, aparelhamento, autoritarismo, corrupção, etc., o blog passou a ser um veículo de oposição ao governo petista. Sugestões e comentários poderão ser enviados para o email pblcefor@yahoo.com.br .

quinta-feira, 6 de maio de 2010

No RS, Serra aponta deficiências do governo Lula


Serra acusa o governo de investir muito pouco

Candidato fez uma ‘incursão em economia’ e recebeu a imprensa na Federasul Fredy Vieira/JC
Candidato fez uma ‘incursão em economia’ e recebeu a imprensa na Federasul Foto: Fredy Vieira/JC
O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, esteve ontem em Porto Alegre. Na sua primeira passagem pelo Rio Grande do Sul desde que foi confirmado na corrida ao Palácio do Planalto, ele participou do Tá na Mesa da Federasul.
Descontraído em sua palestra de cerca de uma hora, Serra fez piadas e até pediu desculpas pela "incursão em economia" que fez. Em sua fala, recorreu inúmeras vezes à sua experiência como ministro de Planejamento (1995-1996), da Saúde (1998-2002), prefeito (2005-2006) e governador de São Paulo (2007-2010).
Pontuou especificidades do Rio Grande do Sul, como o fato de as empresas necessitarem de licenças especiais para se instalarem na região da Fronteira - visitada durante agenda na terça-feira. "Uma obsolescência completa", criticou.
Também destacou a contradição de o Estado, apesar da força política, receber "subinvestimentos" por parte do governo federal. "Sempre teve menos incentivos. É um fenômeno que precisa ser investigado. Do ponto de vista brasileiro, é um desperdício porque tem um sistema educacional melhor do que a média e capacidade empresarial de empreender novos caminhos. Nas últimas décadas, o Rio Grande do Sul colonizou o Brasil", comparou.
Serra lamentou a falta de uma política nacional de desenvolvimento regional. "Não tem este plano. Temos um Ministério da Integração que atua no varejo, e uma política mais voltada, o que é correto, para as regiões menos desenvolvidas, mas sem diretriz clara. E, por outro lado, nas outras regiões problemáticas do Brasil não há nenhuma política. Falta o todo, uma integração nacional nas políticas regionais."



Para ele, o Rio Grande do Sul tem sido a principal vítima de uma política macroeconômica inadequada. Destacou que o País tem hoje a maior taxa de juros do mundo, a maior carga tributária entre os países emergentes e a segunda menor taxa de investimentos governamentais do planeta. "Somos lanterninha, e o governo federal investe só 30%, os outros 70% são das esferas estaduais e municipais. Pela imagem é outra coisa", disse.
Para a plateia de empresários, observou que o Brasil carece de políticas comerciais, capazes de impulsionar o setor produtivo. "Há cinco ministérios cuidando de comércio exterior. Uma confusão. Um caso folclórico para estudante islandês fazer tese de mestrado sobre como, nos trópicos, há um país tão confuso", ironizou.
Segundo o candidato, de 100 acordos de livre comércio feitos nos últimos oito anos, o Brasil realizou apenas um, com Israel. "Há necessidade de pensarmos o futuro de maneira grande e agressiva com abertura do comércio exterior".
O tucano sugeriu que é preciso estabelecer mudanças com relação ao Mercosul e classificou a entrada da Venezuela no bloco como uma insensatez. "Sou a favor de fortalecer o Mercosul fazendo a zona de livre comércio, que é uma etapa antes da união comercial. Como está, se tornou um mecanismo de promoção política dos chefes de Estado", disse, ao apontar que faltam mecanismos de decisão no bloco.
Também defendeu a atuação do governo de forma planejada - ao invés de o estado ser interventor, atuaria como regulador, através das agências governamentais.



Sobre a reforma tributária, afirmou que ninguém sabe exatamente "o que é" e que "cada um pensa de uma maneira". "Todo mundo tem razão, tudo é válido. E, na hora H, não se consegue levar adiante as mudanças". Sugeriu agir por meio da simplificação através de mudanças pontuais na legislação e "ir resolvendo questões, como a do comércio exterior paralelamente à melhora dos sistemas que evitem a sonegação."
O pré-candidato foi aplaudido diversas vezes, como ao defender investimentos em educação, especialmente no ensino técnico. "Se eu for presidente, teremos uma febre de ensino profissionalizante", prometeu.
Serra garantiu ainda que nos seus governos, deputados não fazem indicações para o Executivo. Ele também criticou o inchaço da máquina pública e afirmou que todo empresário que gera empregos é seu aliado. "Serei o presidente da produção. O Brasil pode fazer muito mais com os mesmos recursos", concluiu.
O Tá na Mesa de ontem teve 380 espectadores que precisaram ser acomodados em dois salões no prédio da Federasul, no Centro da Capital. Além de políticos, como a governadora Yeda Crusius (PSDB) e o vice-governador Paulo Feijó (DEM), a atividade foi acompanhada por líderes de vários segmentos empresariais como Paulo Tigre (Fiergs), Moacyr Schukster (Fecomércio), Vítor Augusto Koch (FCDL) e Gedeão Silveira Pereira (Farsul).
O presidente da Federasul, José Paulo Cairoli, abriu a reunião-almoço e sustentou que as reformas tributária, administrativa, previdenciária e política e a modernização da legislação trabalhista devem ser prioridades do próximo presidente. "Nenhum dos governos teve disposição ou força suficiente para enfrentar."
Sugeriu que o avanço será possível com o estabelecimento, entre os candidatos na eleição deste ano, de uma agenda mínima de mudanças, independentemente de quem esteja na presidência a partir de 2011. "Estas mudanças precisam de consenso para serem efetivadas", assinalou o dirigente.

Jornal do Comércio



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