LRF 10 anos: o voto contra do PT e a irresponsabilidade de Marta Suplicy
No dia 26 de janeiro de 2000, o PT disse NÃO pela primeira vez à Lei de Responsabilidade Fiscal, legislação que já começou a sanear as finanças públicas de todas as instâncias do Estado brasileiro.
Naquele dia, foi votada, na Câmara dos Deputados, a Lei de Responsabilidade Fiscal, considerada uma das mais avançadas e eficazes do mundo.
O PT arguiu a inconstitucionalidade da lei e tentou bloquear 37 dos seus quase cem dispositivos.
Vieram do PT as bravatas sobre o suposto engessamento que ela traria aos gastos sociais.
Vale lembrar o que disse o deputado Professor Luizinho (PT-SP), em 2000: “Somos contra a LRF desde sua elaboração, pois sua única função é engessar o orçamento de Estados e Municípios para pagamento da dívida interna, em detrimento dos gastos sociais”.
Para o PT, valia o contra-exemplo da gestão Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo – nunca se viu tanta irresponsabilidade nas contas públicas na história do País.
Fatos:
Marta afundou São Paulo em dívidas. Ao final da sua gestão, deixou restos a pagar de quase R$ 600 milhões. Para não ser presa, por conta das sanções previstas na LRF – que proíbe a transferência de dívidas para o sucessor –, cancelou empenhos, mais de 90% referentes a serviços já prestados.
O calote atingiu mais de oito mil prestadores de serviço à Prefeitura, de empresas de limpeza a fornecedores de material sanitário e merenda para as escolas. Algumas unidades da Prefeitura ficaram meses sem pagar contas de água e luz.
Nem mesmo a administração do malufista Celso Pitta, que a precedeu, considerado um dos piores prefeitos que São Paulo já teve, foi tão deletéria quanto a de Marta. Ao sair, ela deixou uma dívida quatro vezes maior do que a que recebeu.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.