Serra ‘foca’ campanha em 4 praças: SP, MG, RJ e RS
Escorado no prestígio de Aécio, Serra espera atenuar a vantagem de Dilma em Minas
O Quartel General de José Serra decidiu concentrar a campanha do segundo turno em quatro Estados.
A lista inclui os três maiores colégios eleitorais do país –São Paulo, Minas e Rio—, além do Rio Grande do Sul.
É nesses pedaços do mapa que o tucanato imagina que Serra reúne maiores condições de extrair novos votos.
A estratégia foi delineada em reunião do conselho político do comitê de Serra. Deu-se em São Paulo, na segunda-feira (11).
Nesta quarta (13), Serra voou para o Rio Grande do Sul. Foi a três cidades. O evento principal ocorreu na capital, Porto Alegre.
Reuniram-se ao redor de Serra, num auditório de hotel, algo como 300 pessoas. Gente da coligação (PSDB, DEM, PPS e PTB) e de fora dela (PMDB e PP).
Nesta quinta (14), Serra amanhece em Belo Horizonte. Vai a uma pajelança comandada pelo cacique local, o tucano Aécio Neves.
Deu-se ao evento um nome pretensioso: “Minas é Serra pelo Brasil, Arrancada para a Vitória”. Informou-se que reunirá cerca de 3 mil pessoas, incluindo 300 prefeitos.
Organiza-se para a semana que vem um ato semelhante ao de Porto Alegre, com três centenas de poíticos. Dessa vez, no Rio. Ocorrerá na quarta-feira (20).
Entre uma viagem e outra, Serra correrá o interior de São Paulo. Vai Privilegiar as cidades mais prósperas. Praças em que a incidência do Bolsa Família é menor.
O tucanato retomou em São Paulo uma meta que não logrou atingir no primeiro turno.
Deseja-se cavar no Estado uma dianteira de 4 milhões de votos. Coisa mais fácil de querer do que de obter.
Joga-se com a eleição de Geraldo Alckmin. Ungido governador nas urnas do primeiro turno, Alckmin incorporou-se à coordenação da campanha de Serra.
Comprometeu-se a percorrer, também ele, o interior do Estado. Cuidará da mobilização de prefeitos e lideranças locais.
O último Ibope, divulgado nesta quarta (13), injetou ânimo nos operadores do comitê de Serra.
Nessa sondagem, a distância que separa Serra de Dilma encurtou-se para seis pontos, dois a menos que os oito pontos contabilizados pelo Datafolha de domingo (10).
Em votos válidos, o Ibope atribuiu 53% a Dilma e 47% a Serra. A caciquia tucana enxergou nesses dados o insucesso do novo estilo de Dilma.
Os pesquisadores do Ibope foram ao meio-fio entre segunda (11) e quarta. Depois, portanto, do debate da TV Bandeirantes.
Um debate em que Dilma foi à jugular de Serra. Quem assistiu enxergou uma candidata mais agressiva que o habitual. Ela própria definiu-se como “assertiva”.
Para a cúpula do PSDB, agressiva ou assertiva, a nova Dilma não agregou votos. Prova-o o Ibope.
Os aliados de Serra preferem não dar crédito à outra pesquisa que veio à luz nesta quarta, do Vox Populi: Dilma 54,5% X Serra 45,4%. Diferença de 9,1 pontos.
Os operadores de Serra alegam que suas sondagens internas ornam mais com o Ibope do que com o Vox Populi. Aguardam pelo próximo Datafolha como olhos de tira-teima.
Escrito por Josias de Souza
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