Reportagens e artigos relacionados com a política e a administração pública do Brasil, onde se procura adotar uma postura oposicionista consciente e responsável ao governo do PT.
Razões do Blog
Este blog foi criado para apoiar a candidatura de José Serra à presidência do Brasil, por entendermos ser o candidato mais preparado, em todos os aspectos pessoais, políticos e administrativos. Infelizmente o governo assistencialista de Lula e a sua grande popularidade elegeram Dilma Rousseff.
Como discordamos totalmente da ideologia e dos métodos do PT, calcados em estatismo, corporativismo, aparelhamento, autoritarismo, corrupção, etc., o blog passou a ser um veículo de oposição ao governo petista. Sugestões e comentários poderão ser enviados para o email pblcefor@yahoo.com.br .
Serra diz que responsabilidade por suposto dossiê do PT contra sua filha é de Dilma
SÃO PAULO - O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou, nesta quarta-feira, que a responsabilidade pelo suposto dossiê preparado pela campanha de Dilma Rousseff (PT), e que teria como alvo a sua filha Verônica, é da própria petista. O PT e o comando da campanha de Dilma negam a existência do documento.
A principal responsabilidade é da candidata Dilma Rousseff
- A principal responsabilidade é da candidata Dilma Rousseff, assim como a responsabilidade pelo caso dos aloprados era do Aloizio Mercadante e dos dossiês de 2002 do Ricardo Berzoini. O PT tem uma longa tradição nesta matéria. Então cabe a eles explicarem - afirmou o tucano.
Na véspera, o PSDB reagiu e cobrou explicações de Dilma sobre a tentativa de integrantes da campanha petista de divulgar o suposto dossiê. A cúpula tucana tem informações de que a ação teria sido mais ampla e que o outro alvo seria Eduardo Jorge Caldas Pereira, ex-secretário-geral da Presidência no governo Fernando Henrique e hoje secretário-executivo do PSDB.
Serra deu a declaração ao participar de evento no Centro da capital paulista, onde o Impostômetro - equipamento que mede a quantidade de impostos paga pelos brasileiros - atingiu a marca de R$ 500 bilhões no ano.
O pré-candidato criticou o fato de a maior parte dos impostos do país ser paga pela população mais pobre, que ganha até três salários mínimos. Ele também fez ataques aos gastos do governo federal e falou sobre o corte de verbas na área da Saúde.
Serra disse ainda que o governo federal está gastando dinheiro público para distribuir propaganda política nas escolas de São Paulo. Porém, ele não soube dizer o nome da escola onde isso teria acontecido.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), soltou os cachorros ontem contra o comando da campanha da petista Dilma Rousseff. A razão é simples e foi estampada nas páginas da VEJA desta semana: o PT já tinha criado — ou tem pronto — um novo bunker para fabricar dossiês. Mais uma vez, o alvo era (ou é ainda?) o tucano José Serra. Tratei do assunto aqui num post no sábado: “DESBARATADO, POR ENQUANTO, UM NOVO COVIL DE ALOPRADOS. ATÉ QUANDO?” . A íntegra da reportagem da VEJA está aqui.
Como tudo o que diz respeito ao submundo, a história é enrolada, verdadeiramente rocambolesca. O coordenador da operação era Luiz Lanzetta, da Lanza Comunicação, um homem-empresa oficialmente contratado para atuar na produção dos programas de Dilma Rousseff para a TV. Foi levado para a campanha por Fernando Pimentel, o “homem” de Dilma no grupo. O objetivo era pegar Serra, mas, no meio do caminho, Lanzetta se desentendeu com sua rima pobre, Garreta (Valdemir), ex-secretário de Marta Suplicy, que estaria de olho no, sei lá como chamar, mesmo ”cargo”. A espionagem teria chegado a Rui Falcão, que resolveu “rodar a paulista”.
Seja como for, a rapaziada estava e está contratada — há um policial federal, um ex-jornalista, um bando de faço-qualquer-negócio —, mas uma parte do comando do PT, apurou a VEJA, mandou desmobilizar a turma da pesada.
Volto a GuerraSérgio Guerra fez o óbvio. Cobrou a resposta de quem tem de responder: Dilma Rousseff. Vênia máxima, é preciso convir que ela não é estranha a esse mundo dos dossiês. Sob a sua gestão, na Casa Civil, fez-se um contra FHC e contra Ruth Cardoso — outras pessoas sérias podem ter pisado em Brasília; como Dona Ruth, é difícil. Nada intimidou os valentes. Quem coordenou os trabalhos foi a agora sucessora de Dilma na pasta, então secretária-executiva: Erenice Guerra. Na tradição da impunidade petista, ela ganhou como prêmio a Casa Civil.
Lanzetta chegou à campanha pelas mãos da turma de Dilma. Se o próprio PT considerou a coisa grave a ponto de até Rui Falcão ter-se sentido espionado, pergunta-se: ninguém será demitido? Vai ficar todo mundo por lá? Quem pagava o trabalho com dinheiro vivo? Quem era o chefe da operação?
Pimentel deu a entender que o “trabalho” chegou a ter um lado, digamos, não-doloso. Uma equipe teria sido mobilizada para verificar se havia espionagem etc. É mesmo, é? O ex-prefeito de Belo Horizonte deveria se lembrar da frase de Golbery do Couto e Silva quando se sentiu espionado pelo SNI: “Criei um monstro”. Pimentel — e isso quer dizer: Dilma — criou o monstro? Tentou administrar o monstro? Quis brincar com o monstro? Alguma explicação tem de ser dada.
O fato é que a operação suja foi descoberta. A questão é saber se o partido decidiu renunciar à baixaria ou deixou o esquema apenas adormecido, para ser despertado, se necessário, ao sabor das pesquisas eleitorais.
Se ninguém cai, Dilma assina o recibo da contratação dos aloprados.
A ordem de grandeza dos números nopost abaixo está correta, mas os números finais apurados pelo Blog são os seguintes:
Espontânea
Fernando Pimentel (PT) - 10,2%
Antonio Anastasia (PSDB) - 9,2%
Hélio Costa (PMDB) - 7,5%
Estimulada
cenário 1
Fernando Pimentel (PT) - 27,7%
Antonio Anastasia (PSDB) - 21,4%
cenário 2
Hélio Costa (PMDB) - 31,1%
Antonio Anastasia (PSDB) - 20,5%
Rejeição
Fernando Pimentel (PT) - 17,1%
Hélio Costa (PMDB) - 24,3%
José Cruz/ABrDirigentes dos três partidos que dão suporte à candidatura de José Serra se reúnem nesta quarta (2).
Vão discutir uma reação conjunta à notícia de que um grupo a serviço do comitê rival de Dilma Rousseff organiza dossiê contra Serra.
Antecipando-se à reunião, o presidente do PSDB e coordenador da campanha tucana, Sérgio Guerra, cobra explicações.
Em entrevista ao repórter Leonardo Souza, Guerra disse que a tarefa de prover esclarecimentos é indelegável.
Cabe, segundo ele, à própria Dilma informar o que se passa. “É com a Dilma mesmo. Os aloprados de plantão, gente que montou uma fábrica de dossiês...”
“...Estão a serviço da campanha dela, trabalhando para ela, em processos que nem nós nem o Brasil aceitam”.
O dirigente tucano puxou do baú o dossiê anti-tucanos que os aloprados petistas tentaram comprar na campanha de 2006:
“A montanha de dinheiro que apareceu para ajudar o candidato do PT em São Paulo, até hoje ninguém sabe a origem dela”.
Para reforçar a tese de que “Não dá para [Dilma] se esconder”, içou da arca de reminiscências todos os contenciosos que envolveram a ex-ministra:
“Ela nunca explicou nada. Não se explicou no episódio da dona Lina [Vieira, ex-secretária da Receita Federal]...”
“...Não se explicou no caso do dossiê da Dona Ruth [Cardoso], no episódio do currículo [em que havia informação incorreta de que Dilma havia completado mestrado na Unicamp]...”
“...É um padrão que ela está demonstrando. Vamos ver agora onde ela vai se esconder diante de um fato desse gravidade...”
“...Uma campanha organizando dossiê contra uma outra campanha, secreto, escondido, vergonhoso. Isso não pode perdurar...”
“...Nós não tratamos assim os nossos concorrentes. Não os tratamos como inimigos, mas como adversários”.
Fecomercio diz que declaração de Lula sobre impostos é "descabida"
Da Redação, em São Paulo
A Fecomercio (Federação do Comércio de São Paulo) distribuiu nota oficial em que criticadeclarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa de impostos altos. A entidade diz que o governo faz "gastança pública" e considera "descabida" e "absurda" a posição do presidente a favor dos impostos.
"É equivocada e descabida a manifestação do presidente Lula, na qual ele disse que, para haver um Estado forte, é necessário que o país tenha carga tributária elevada", diz a nota.
“A avaliação do presidente da República apenas reforça uma característica marcante do governo ao longo dos últimos anos: não colocar nenhum freio na gastança pública e penalizar o empresário com uma carga tributária extorsiva para cobrir as despesas ineficientes. É um absurdo”, afirma o diretor-executivo da Fecomercio, Antonio Carlos Borges, segundo o documento divulgado pela entidade.
O diretor afirma que um Estado arrecadador não é sinal de fortalecimento. “Nosso Estado é obeso, ineficiente, sem nenhuma musculatura.”
“Podemos usar a mesma base comparativa do presidente e comparar a atuação do Estado brasileiro. De fato, temos uma carga tributária nivelada às economias centrais da Europa, dos Estados Unidos e do Japão, mas recebemos serviços na mesma qualidade dos países da América Central, onde o Estado não existe, segundo o presidente”, compara Borges.
O presidente do Conselho de Planejamento Estratégico da Fecomercio, Paulo Rabello de Castro, propõe ao presidente Lula realizar um teste comparativo entre países por um período de dez anos.
“Desafio olharmos para um país com carga tributária de 40%, caso do Brasil, e outro com carga de 30% -uma carga mais realista para o padrão brasileiro. Daqui a dez anos, veremos qual dos dois se desenvolverá mais, terá maior distribuição de renda, melhor qualidade de vida e maior inserção global”, afirma. “Não tenho dúvida em afirmar que o de carga tributária menor estará muito a frente daquele que tributa mais.”
Cinco anos após denúncia do mensalão, Jefferson diz que Lula deve sucesso a ele
Diogo Pinheiro e Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo
A dias do marco de cinco anos da entrevista que detonou o maior escândalo do atual governo, o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, avalia que contribuiu para a alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afastar do Palácio dos Planalto os envolvidos no suposto esquema de compra de apoio no Congresso.
Em entrevista ao UOL Notícias, Jefferson disse ainda não guardar ressentimento após a turbulência política de 2005, que derrubou a cúpula do PT, ministros do governo federal, dirigentes de estatais e empresas privadas e parlamentares, incluindo ele próprio. Mesmo com críticas a Lula – aliou-se ao PSDB para tentar eleger José Serra para a Presidência da República – ele diz ter ajudado a gestão do petista.
“Eu livrei o governo dele do José Dirceu, [Luiz] Gushiken, [José] Genoino, Marcos Valério, Delúbio [Soares]. Ele me deve uma janta. O governo dele cresceu a partir daí”, afirmou, referindo-se ao ex-ministro da Casa Civil, ao ex-secretário de Comunicação, o ex-presidente do PT, o empresário que intermediava o esquema e o ex-tesoureiro petista.
Ao comentar sobre a suspeita do presidente de que o escândalo do mensalão foi uma tentativa de golpe promovida pela oposição, Jefferson ironizou: “Havia um cinturão em torno do Lula, ninguém chegava. Batia todo mundo no Zé Dirceu. Depois que ele se libertou disso, cresceu. A conspiração foi a favor dele porque eu o protegi o tempo todo.”
Jefferson disse também que sempre reiterou que Lula não sabia sobre a ação de membros do governo para comprar apoio de parlamentares – o que depois foi transformado na tese de que teria havido apenas crime eleitoral.
“O presidente foi surpreendido por mim. Nunca mudei isso. Não houve conspiração contra o governo dele. Houve contra pessoas que no governo dele tomavam esse tipo de atitude e faziam essa prática”, disse o presidente do PTB, que não voltou a ver Lula nem Dirceu depois de deixar a Câmara, cassado por quebra de decoro. Ele não poderá disputar eleições até 2018.
Prevaricação
O ex-deputado, que admite ter cometido crime eleitoral em 2004, afirmou que na denúncia encaminhada ao STF sobre o caso falta o nome do presidente. Para Jefferson, que atuou como advogado criminalista, Lula “deu uma mexida” ao sacar Dirceu e Gushiken do governo, mas preferiu proteger o PT a corrigir o problema.
“No mínimo ele prevaricou. O caso era na Câmara. Ele manda para o presidente da Câmara [na época João Paulo Cunha, do PT de São Paulo] que, descobrimos depois, apanhou dinheiro do mensalão e está denunciado por isso. Varreu o lixo para baixo do tapete. Ele não tomou nenhuma atitude que deveria ter tomado”, disse.
O Palácio do Planalto informou, por meio de assessoria de imprensa, que Lula não vai comentar as declarações do presidente do PTB e que o depoimento do mandatário sobre o caso já foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) no mês passado.
Íntegra da entrevista
Na resposta ao questionário feito pelo Ministério Público Federal, Lula reconheceu recentemente pela primeira vez que ouviu um alerta de Jefferson em março de 2005 sobre o suposto esquema de compra de congressistas da base aliada. O Ministério Público questionou se o presidente soube do mensalão por outra pessoa. O plenário do STF rejeitou pedido da defesa de Jefferson para incluir Lula entre os réus do processo.
Apesar da turbulência de 2005, Jefferson garante que “os ódios ficaram no passado”. “Quem vive de ódio enxerga para trás e não consegue ver o futuro. Isso passou. Foi aquele momento de enfrentamento, os ódios, esses instintos primitivos estavam muito acesos”, disse ele, referindo-se à célebre frase que usou ao se referir a Dirceu. Procurado pela reportagem, o ex-ministro não foi encontrado.
“Mas graças a Deus isso está plenamente superado. Isso aí não existe mais, passou. Não tenho nenhum ódio ou ressentimento do José Dirceu. Só não falo com ele. Deus me poupou do dissabor de encontrá-lo”, resumiu. Perguntado sobre se tem ressentimentos em relação a Lula, insistiu: “Ele me deve uma janta”.
Peemedebista e petista estão a apenas 2 pontos de diferença um do outro, segundo Sensus
Saíram os resultados preliminares da pesquisa interna encomendada pelo PT de Minas Gerais sobre a disputa pelo governo local. Realizado pelo instituto Sensus com 1.500 eleitores de 27 a 29 de maio (5ª, 6ª e sábado passados), o levantamento mostra um resultado espontâneo (quando os entrevistados não são estimulados com uma cartela de nomes) Fernando Pimentel (PT) com 10%, Antonio Anastasia (PSDB) com 9% e Hélio Costa (PMDB) com 7%. Ou seja, estão todos empatados e com diferenças na redondeza da margem de erro (que não foi informada em detalhes ainda).
Aqui, as últimas pesquisas conhecidas sobre a disputa em Minas Gerais
Na pesquisa estimulada, foram testados 2 cenários. Um com Hélio Costa e outro com Fernando Pimentel. Em ambos os casos, o tucano Antonio Anastasia já aparece com 21%, segundo resultados preliminares. Costa tem algo próximo a 32%. Pimentel teria cerca de 30%. Ou seja, a presença de Costa ou Pimentel não faria muita diferença hoje contra o candidato do PSDB, sustentado pelo ex-governador mineiro Aécio Neves.
A diferença, aparentemente, está na perspectiva de vitória de Costa e de Pimentel. É que a rejeição ao peemedebista Costa é de 26%, a maior entre todos os candidatos. Pimentel é rejeitado por 16% dos entrevistados na pesquisa Sensus.
O PMDB mineiro também encomendou uma pesquisa de opinião e contratou o Ibope. A coleta de dados começou em 29 de maio e termina hoje (1.jun.2010). Os resultados das duas pesquisas –Sensus-PT e Ibope-PMDB– devem ser analisados na segunda-feira, dia 7 de junho numa reunião conjunta dos 2 partidos e outros aliados.
Em tese, o candidato que estiver mais bem posicionado nas pesquisas será o escolhido para disputar o Palácio da Liberdade. Como os levantamentos apontam para um empate técnico entre Hélio Costa e Fernando Pimentel, há um impasse à vista.
Essa novela só será resolvida com a intervenção direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Lula, o PT deve priorizar a eleição de Dilma Rousseff para o Palácio do Planalto. Ou seja, desistir de eleições para governador em Estados nos quais o PMDBconsidera necessário ficar sozinho na disputa (o caso de Minas Gerais).
Desde quando a revista Veja começou a circular na edição que está nas bancas que fez chegar ao público uma especulação séria contra a estrutura de comunicação da campanha de Dilma Rousseff, do PT. Em resumo, seria uma briga entre grupos pela descoberta de que um deles estaria, por conta própria, querendo produzir dossiês contra familiares do adversário tucano José Serra.
Mesmo que a matéria não seja assim muito clara e careça de uma sustentação mais clara, o que chama mesmo atenção é o absoluto silêncio da campanha da petista. Nenhuma manifestação oficial, nenhuma negativa mais enfática de que houve o problema e de que ele esteja superado. Silêncio, total e absoluto.
Como reação, apenas a aguerrida blogosfera lulista, ou petista, queixando-se da postura da imprensa, reclamando das falhas evidentes que a matéria apresenta, enfim, fazendo a sua parte e da sua forma. Quanto às vozes oficiais da campanha de Dilma, até agora, apenas um constrangedor silêncio como resposta.
Cada época sepulta umas tantas palavras. A atual mandou à cova o vocábulo recato.
Nunca antes na história do país um presidente recebera tantas multas do TSE.
Lula, porém, faz de conta que não é com ele. Diz que ainda não foi à campanha.
"Ainda este ano, eu irei fazer campanha na porta da fábrica da Volkswagen. Não é proibido um presidente da República fazer campanha quando a campanha começar...”
“...O que eu não quero é fazer nada que possa infringir a legislação eleitoral e isso só me permite fazer campanha depois das convenções partidárias”.
Espera lá, mas e as quatro multas do TSE por campanha antecipada? "Obviamente, não cabe ao presidente criar nenhum constrangimento para a Justiça Eleitoral...”
“...Pelo contrário, tenho que dar exemplo para que a questão eleitoral transcorra no Brasil com a maior normalidade possível". Exemplo?!?!?
Ronald Reagan, que fez estágio no cinema antes de virar presidente dos EUA, disse certa vez:
“Não consigo imaginar como alguém possa ocupar a Casa Branca sem ter passado por uma experiência no teatro”.
O signatário do blog suspeita que Lula tenha feito, em segredo, um cursinho intensivo de artes cênicas.
Folha Em tempos de Copa do Mundo, o deputado Paulo Pereira da Silva decidiu adotar nas suas relações com o PT um comportamento de zagueiro.
Mandachuva do PDT-SP, Paulinho, como é conhecido, irritou-se com a demora de Aloizio Mercadante em absorver o vice que indicou.
Qual um Paulão de time de várzea, o deputado foi à canela: "Se o PT encher o saco, eu lanço um candidato a governador".
Chama-se Major Olímpio o vice que Paulão indicou. Mercadante preferia apresentar-se ao eleitorado de São Paulo com Eduardo Suplicy a tiracolo.
Pressentindo a movimentação estranha na entrada da grande área, Paulão passou o rodo, como se diz:
"A gente percebeu que o PT estava querendo indicar o deles, e não o nosso, e começamos a por os pingos nos ‘is’."
Antes de escalar o Major Olímpio, Paulinho apresentara dois outros nomes. O PT torcera o nariz. Agora, Paulão ameaça chutar a bola para a arquibancada:
"Eu não tenho outro nome. Ou eles aceitam esse ou acabou a brincadeira".
Como se vê, transcorre em alto, muito alto, altíssimo nível a negociação para a composição da chapa de Mercadante em São Paulo.
PP prefere neutralidade nacional e desagrada governistas
Márcio Fortes
MARCELA ROCHA - TERRA
O Partido Progressista (PP) tem reunião marcada na semana que vem para discutir as alianças estaduais e a perspectiva nacional nas eleições. O senador Francisco Dornelles (RJ) pediu que fosse feito um levantamento dos diretórios que se aliaram com o PT e com o PSDB para definir o apoio da legenda nas presidenciais. O ministro das Cidades, Márcio Fortes (PP), disse ao Terra que, se o levantamento passado for mantido (onde o apoio ao PT era maioria), não haverá "constrangimentos" por integrar o governo Lula. Mas, segundo o secretário-geral pepista, Aldo da Rosa, há um consenso entre as direções de que é melhor manter a neutralidade nacional para permitir que, nos Estados, a legenda possa definir as alianças sem o constrangimento de ter que ir contra a um possível apoio nacional.
Na última pesquisa feita pelo PP, conta o ministro, entre 20 e 22 diretórios se aliaram com partidos governistas. "Os demais, em função das candidaturas locais, estão com o outro candidato (Serra)", disse. O PSDB flerta com o PP em diversos Estados e estuda colocar o senador Francisco Dorneles (RJ) como vice do pré-candidato tucano à presidência, José Serra. "O máximo seria que não nos posicionemos e coloquemos o partido na neutralidade", disse o ministro.
Embora faltem as formalizações, que serão feitas na convenção entre os dias 27 e 30 de junho, o PP está, em alguns Estados, bem definido ou próximo da definição. Fecha com o PSDB no Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. E com o PT, fecha aliança no Rio de Janeiro, Ceará e Bahia. Em Santa Catarina, tem mantido conversas com o DEM, PSDB e PT, e em São Paulo tem candidato próprio ao governo - Celso Russomano. Líderes tucanos dão a batalha por vencida ao garantir o voto a Serra nos diretórios conquistados e comemoram a neutralidade, caso ela aconteça: "pelo menos não fecham com Dilma".
O secretário Aldo Rosa tem percorrido os Estados e mapeado de que lado os diretórios regionais estão, se PT ou PSDB. Ao Terra, disse que não estar oficialmente em nenhuma coligação é muito mais vantajoso e "traria menos problemas". "Nos Estados, o PP faz as composições que achar necessário, vamos respeitar todas as decisões. Aldo ressaltou que "a tendência natural é deixar livre a nacional, permanecer neutra, para não amarrar em cima um apoio".
Márcio Fortes afirma que a decisão final será tomada, após avaliarem se as locais influenciam ou não numa posição nacional. "Ou se a posição nacional perturba ou não as posições locais". No entanto, o secretário pepista garante que a direção nacional "não tem força para enfrentar as regionais do partido caso entreguem o tempo de televisão para algum dos presidenciáveis".
Segundo o secretário, não foi enviada nenhuma proposta formal pelo PSDB para que a legenda integre a candidatura Serra. "Ele tem nossos votos em alguns Estados, assim como Dilma também tem, estar formalmente em uma coligação nacional seria prejudicial para o crescimento do partido, já que não temos projeto nacional e priorizamos o crescimento regional", explicou. Fortes endossa o correligionário e reitera que não houve convite formal e ressalta que neste período de negociações há muita especulação. "Eu não aceito qualquer tipo de chantagem de modo geral. Pode negociar com ética e não dizer "só voto se...". Não pode haver qualquer tipo de recompensa", acrescentou.
Aldo também destaca que o que está sendo cobiçado é "apenas o tempo de televisão", tendo em vista que os desenhos regionais estão sendo definido pelas próprias estaduais. Questionado sobre o fato de integrarem o governo Lula - Márcio Fortes, do PP, é ministro das Cidades -, o secretário responde que "integrar o governo não obriga a fazer parte da chapa eleitoral".
"Queremos evitar dissidências, como as que o PMDB enfrenta", justificou. Os peemedebistas apoiam a candidatura da petista Dilma Rousseff ao Planalto e têm a vaga de vice garantida ao deputado paulista Michel Temer. Mas o próprio PMDB de São Paulo não reproduz a aliança nacional e integra a chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) para o governo do Estado.
O ministro Marco Aurélio Mello, do TSE, afirmou ao Radar Online que as multas aplicadas a Lula e Dilma Rousseff podem pesar numa eventual impugnação da candidatura da petista.
O MP pediu a quinta condenação ao presidente e a terceira à candidata do PT por campanha eleitoral antecipada. Segundo Marco Aurélio, essas sucessivas multas podem pesar no convencimento dos ministros, se futuramente o MP ou os partidos de oposição vierem pedir a impugnação da candidatura de Dilma.
Para o ex-presidente do TSE, “não basta satisfazer a multa e achar que está quite com a Justiça Eleitoral”. Embora frise que é uma posição pessoal, não do colegiado, Marco Aurélio disse que os candidatos e partidos precisam ter cuidado para não serem “surpreendidos”. Marco Aurélio foi duro na questão da reincidência de Lula. Diz o ministro:
– É claro que se aguarda do dignatário da nação uma postura de respeito à lei. É muito ruim quando o presidente da República não dá o exemplo. O exemplo vem de cima. Isso nos deixa perplexos.
Em parecer encaminhado há pouco ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a vice-procuradora eleitoral, Sandra Cureau, pede a aplicação de nova multa a Lula e à pré-candidata à presidência da República, Dilma Rousseff, por propaganda eleitoral antecipada.
Caso Lula e Dilma sejam condenados pelo TSE, essa será a quinta penalidade aplicada por propaganda eleitoral antecipada contra o presidente e a terceira contra a pré-candidata.
A representação de hoje, de autoria do DEM, tem como base os discursos feitos por Lula e Dilma em evento promovido pela Centra Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, no Dia do Trabalhador.
“É preciso mais tempo, mas é preciso que tenha seqüenciamento. Ô Dilma, você viu o que eu falei? Seqüenciamento”, disse Lula na ocasião.
De sua parte, Dilma, segundo a acusação, fez comparações de cunho eleitoral entre o atual governo - do qual fez parte - com o de Fernando Henrique Cardoso.
No parecer, a vice-procuradora eleitoral condena a postura tanto de Lula quanto de Dilma, mas isenta de qualquer penalidade a CUT.
“Levando em conta que a segunda representada [Dilma] é notória candidata ao pleito presidencial, bem como a proximidade do pleito, a simples menção às razões que poderiam levar o eleitor a nela votar – continuidade do governo atual ou ‘sequenciamento’ – já caracteriza a propaganda de cunho eleitoral”, ressalta Cureau em trecho do documento.