Razões do Blog


Este blog foi criado para apoiar a candidatura de José Serra à presidência do Brasil, por entendermos ser o candidato mais preparado, em todos os aspectos pessoais, políticos e administrativos. Infelizmente o governo assistencialista de Lula e a sua grande popularidade elegeram Dilma Rousseff.
Como discordamos totalmente da ideologia e dos métodos do PT, calcados em estatismo, corporativismo, aparelhamento, autoritarismo, corrupção, etc., o blog passou a ser um veículo de oposição ao governo petista. Sugestões e comentários poderão ser enviados para o email pblcefor@yahoo.com.br .

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Cláusula pétrea


Na Folha, Sérgio Guerra diz que diferença entre PT e Chávez é a força policial 

É VERMELHO o sinal de alerta contra as tentativas de estabelecer a ditadura do pensamento único e do controle dos meios de comunicação no Brasil e na América Latina. A escalada já contaminou Argentina, Equador, Bolívia e Venezuela, onde Hugo Chávez retirou do ar canais a cabo, por recusarem-se a transmitir seus intermináveis monólogos.
Aqui, os petistas disfarçam, mas vão continuar tentando estabelecer alguma coisa que lhes permita interferir na liberdade de imprensa, de pensamento e de opinião. Os petistas fazem vista grossa ao que acontece com os latino-americanos, alegando que são problemas internos daqueles países.
Assessor de relações internacionais do Planalto, Marco Aurélio Garcia chegou a dizer que havia liberdade de imprensa “demais” na Venezuela. Não é coincidência que Chávez, para retribuir, já anunciou que sua preferência nas eleições brasileiras seria a candidatura oficial.
A mais recente e vergonhosa omissão aconteceu em relação a Cuba, onde o governo brasileiro sorriu, abraçou e se deixou fotografar com os irmãos Castro. Enquanto isso, o povo cubano enterrava, cercado pela polícia, Orlando Tamayo, um pedreiro pacifista de 42 anos que os castristas deixaram morrer de inanição depois de 85 dias de greve de fome. Tamayo estava confinado há mais de 30 anos por crime de opinião.Quantos mais precisarão morrer para se libertar? É a pergunta que o mundo se faz e os dirigentes do PT fingem não ouvir.

Em Cuba, cometem crime de opinião todos os que não se contentam em ler o “Granma”, órgão oficial do Partido Comunista. Inspirado no “Pravda”, é o único jornal autorizado a circular na ilha. Note-se que o seu inspirador russo foi criado por Trótski, em 1908, justamente para furar a censura imposta aos intelectuais que lutavam contra os czares.
Para o PSDB não é hora de tergiversar. É o momento, sim, de todos os que acreditam e têm a liberdade de pensamento como convicção defenderem a imprensa livre. Com autonomia para apurar, investigar e publicar, respeitados os limites da lei. Assim como o direito de resposta.
O arbítrio ou qualquer dos seus eufemismos têm que ser rechaçados com firmeza. Democracia se faz com liberdade e respeito ao direito de opinião e manifestação. Essa é a garantia de que, ao final, a verdade aparece.
Apesar do repúdio generalizado, o governo petista não cessa as tentativas, iniciadas em 2004 com o Conselho Federal de Jornalismo, autarquia pensada para dar emprego aos “companheiros”, censurar e punir jornalistas e empresas de comunicação.
No ano seguinte os petistas inventaram a Agência Nacional de Cinema e Audiovisual, outra clara forma de controle da produção intelectual.
Pararam? Não, continuaram na Conferência Nacional de Comunicação, onde as mentalidades chavistas propuseram o “controle social” dos meios de comunicação. E como são a mobilizações que agradam e dão ocupação aos “companheiros”, a luta continua nas próximas conferências nacionais, para as quais não faltam propostas de interferência e controle.

A diferença entre Chávez e o PT está apenas no uso da força policial. A outra violência, de interferir no que a população deve “pensar”, é a mesma.
Aqui, os petistas acham-se no dever de manter toda a sociedade sob seu controle. Acreditam-se mais capazes e inteligentes, esquecendo-se de que leitores, ouvintes e telespectadores simplesmente podem ler outro jornal ou site, mudar a estação de rádio ou TV. E de voto.
Para dissimular concepções autoritárias, quando não podem fugir ou se esconder, os petistas tentam confundir. Foi o que tentaram fazer recentemente ao lançar o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, em dezembro passado, e compará-lo aos dois anteriores feitos quando o PSDB ocupava a Presidência da República.
Não colou. A diferença fundamental entre o atual programa e os anteriores é simples: está na origem. É isso que gera credibilidade ou não.
Quando apresentou suas propostas, em 1996 e 2002, o PSDB trabalhou para desenvolver projetos representativos de todos os segmentos sociais, democraticamente. Sem revanchismos, perseguições, sem volta ao passado.
Se o PT não é confiável, o PSDB é.
Para o nosso partido, a liberdade de imprensa, a de opinião e a de manifestação são cláusulas pétreas da democracia. É assunto que não está em discussão. Ao contrário do que faz o PT.
Essa discussão de métodos, filosofias e práticas não estará fora das eleições de 2010. Dizer a verdade, apontar erros e manipulações, pensar livremente e sem tutelas são direitos, mas também deveres, inerentes à cidadania. E princípios básicos da democracia.


SÉRGIO GUERRA, 62, economista, é senador da República pelo PSDB-PE e presidente nacional do PSDB.


Fonte: Folha de São Paulo

O `cara` não quer largar o osso


Lula rejeita ideia de se tornar 'ex-presidente'

Da Agência Estado:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que, quando terminar seu mandato, "vai quebrar a cara quem pensar que eu vou ser um ex-presidente. Porque vocês vão me ver andando por esse País". Segundo ele, as coisas iniciadas não podem ser abandonadas no meio do caminho. "Quando a gente entra na água, começa a nadar e, ao invés de ir até o final, ao ficar cansado, a gente pensa em voltar. Sem se dar conta de que a volta é muito pior. Estamos no meio do rio e não temos o direito de morrer afogados."
Apesar de ter iniciado seu discurso afirmando que iria se restringir ao que estava no papel, Lula fez hoje um discurso com tom político, durante o encerramento da 1ª Conferência Nacional de Educação. "Vou ler meu discurso, porque tenho sido multado todo dia. E daqui a pouco vou ter que trabalhar o resto da vida para pagar multa", brincou Lula no início de sua fala, numa referência às multas impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por campanha antecipada para a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.

Apagões, também responsabilidade da Dilma


Falta de investimento deixa país no escuro

Apagões aumentam 70% e comprovam incapacidade gerencial do governo

Paula Sholl

Deputado Luiz Carlos Hauly (PR)
Brasília (31) – Os problemas no setor de energia no Brasil estão longe de serem resolvidos. Nos últimos meses, a falta de energia tem prejudicado diversas grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, além de outras cidades no Norte e Nordeste. Os primeiros levantamentos disponíveis mostram que a duração dos apagões, em todas as regiões, aumentou de 50% a 70% no último verão em comparação com igual período de 2009. 
No Rio de Janeiro e São Paulo, problemas na rede subterrânea de fios condutores de energia deixaram no início de março parte das cidades no escuro. No Distrito Federal falta investimento e a qualidade do serviço é considerada precária. Para o deputado Luiz Carlos Hauly (PR), se não fossem as chuvas, o Brasil passaria por uma fase muito difícil na área de energia. 
"O herói do abastecimento de energia elétrica do Brasil é São Pedro. Se não fossem as chuvas em abundância, a situação seria muito difícil. Há pouco investimento, excesso de incapacidade gerencial e falta de metas", lamenta o deputado. 
De acordo com o Instituto Teotônio Vilela (ITV), o apagão de novembro serve de alerta: o sistema elétrico brasileiro não é imune a riscos. As quedas de energia são frequentes. Pela análise, só em 2009, ocorreram 62 blecautes com mais de uma hora de duração no país. O que comprova falta de prioridade e de uma eficiente política de investimento. Em 2009, por exemplo, o Ministério de Minas e Energia teve R$ 6 bilhões congelados no Orçamento.


Na avaliação do líder do PSDB, deputado João Almeida (BA), os números sobre investimentos no setor iluminam a incapacidade gerencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência. "Isso mostra mais uma vez a falsidade da imagem de que Dilma é uma administradora eficiente. Como secretária e ministra do setor, ela tomou conhecimento de todas as deficiências do sistema de Itaipu e da necessidade de modernizá-lo, mas foi negligente na tomada dessas providências", critica.
BRASIL NO ESCURO
O problema da falta de infraestrutura do setor elétrico veio à luz em novembro passado. Alertado pela Aneel sobre as precárias condições da rede de transmissão de Furnas, o governo se fez de desentendido. Em função desse descuido aconteceu a maior falha do sistema de geração e distribuição de energia dos últimos anos: em novembro, 1.800 municípios e 18 estados ficaram no escuro.
Por causa daquele apagão, a Aneel multou Furnas, esta semana, em R$ 53,7 milhões, alegando falta de investimento, aumento de demanda e falhas de manutenção. A penalidade ocorreu após a agência constatar que a distribuidora não substituiu os reatores obsoletos de sua rede de transmissão.
À época, Dilma Rousseff não tratou, assim como agora, o assunto com a seriedade necessária. A ministra chegou a  afirmar que o Brasil estava imune a apagões elétricos. Nesta semana, ela voltou a dizer que o Brasil está livre dos blecautes. Declaração, no mínimo, contestável. A própria Aneel discorda da ministra. Segundo a Agência, em Furnas, por exemplo, existem "fortes sinais de ferrugem nos isoladores, nos pára-raios, nas estruturas metálicas e nas conexões de aterramento da linha de transmissão Itaberá".

Para o líder da minoria na Câmara, deputado Gustavo Fruet (PR), a sociedade é quem pagará pela falta de planejamento e cuidado do governo. "O relatório da ANEEL não deixa dúvida sobre a responsabilidade do governo nos apagões. O que há é falta de acompanhamento do sistema e de investimentos por parte do Estado", afirma Fruet. E acrescenta: "É uma conta que será paga pela sociedade brasileira e pelos consumidores de energia".

Staff Dilma


Dilma começa a montar seu time

Radaronline quinta-feira, 1 de abril de 2010 | 18:33

Além da última reforma ministerial do governo Lula, o Diário Oficial de hoje traz a exoneração dos jornalistas Anderson Dorneles, Oswaldo Buarim Jr. e Ricardo Amaral que ocupavam cargos de assessores especiais na Casa Civil. O trio vai reforçar a equipe de comunicação da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. Agora receberão salários do PT.

Serra delineia programa


DEU EM O GLOBO

Discurso de despedida já embute programa de Serra

Serra prega Estado austero, planejador e sem aparelhamento político
De Gilberto Scofield Jr.:
Ainda que o governador José Serra se recuse a comentar sobre seu programa de governo ou ainda ache precipitado destrinchar as estratégias de sua candidatura à Presidência pelo PSDB, as entrelinhas de seu discurso de despedida, ontem, no Palácio dos Bandeirantes, mostram com clareza como o político José Serra pretende se vender — e a seu governo — ao público brasileiro nos próximos meses de campanha presidencial. Ou, como disse o próprio governador, "seus valores e princípios".
De cara, Serra deixa claro que defenderá a bandeira do caráter e da índole, será um obsessivo servidor público e do país e evitará "o silêncio da cumplicidade e da convivência com o mal feito".
Trata-se de uma clara oposição ao cenário que circunda o governo petista, acusado, ao longo dos últimos anos, de escândalos diversos, dinheiros na cueca, dossiês mal explicados e mensalões. Apesar de o PSDB de Minas e o aliado DEM também terem tido seus mensalões.
Também em oposição ao discurso petista do Estado forte e de ampla ação social, mesmo às custas de desequilíbrios ocasionais no orçamento —, abraçado com ênfase pela ministra-candidata Dilma Rousseff — Serra prega o Estado responsável, austero, planejador e respeitador do direito de propriedade.
E, de olho numa das maiores bandeiras da administração petista — o combate à desigualdade —, acena com um Estado com "sensibilidade para agir e compensar as desigualdades".
— O nosso governo é um governo popular, que se orgulha de ampliar o bem-estar e as oportunidades dos mais pobres com seus programas sociais... Qual a essência do governo? É garantir a vida. É garantir os bens. Garantir a liberdade. — disse, em determinado momento, para acrescentar logo depois: — Eu quero dizer que acredito piamente no planejamento. Nós organizamos as finanças do estado. Praticamos uma rigorosa austeridade fiscal... Austeridade, para nós, não é mesquinharia econômica não, austeridade é cortar desperdícios, reduzir custos precisamente para se fazer mais com aquilo que se dispõe.
Para tanto, deixa claro que não aumentou impostos em São Paulo para realizar seu programa de investimentos, um discurso que o acompanha há anos e certamente fará parte de seu perfil de governo, que inclui a redução da carga tributária sobre os contribuintes.
— O que ele (o secretário de Fazenda, Mauro Ricardo) fez foi combater a sonegação, não aumentar imposto. Pelo contrário, diminuímos a carga tributária — afirmou.
Numa estocada no aparelhamento da máquina estatal por políticos e amigos, Serra, ao menos no discurso, promete separar o que é aliança política do que é máquina administrativa, outro ponto de críticas fortes ao PT.
— Aqui, a nossa relação com o Legislativo é transparente, em favor da população. No lugar de nomeações e cabides de emprego, a corresponsabilidade pelo investimento em todas as cidades do estado. No nosso governo, deputados não nomeiam, nem nomearam, diretores de empresa ou secretários.

Movimentação sindical petista frustrada


Sindicalistas criticam José Serra em ato  esvaziado

Diego Salmen
O banquete para 12 mil bocas preparado por sindicalistas acabou esvaziado com a presença de aproximadamente mil pessoas. Ainda assim, no "almoço de gala", os organizadores criticaram o governo do tucano José Serra, nesta quarta-feira, 31, na Avenida Paulista, em São Paulo.
À mesa, coxinha, muito alface e suco de uva. "É um ato de repúdio à política educacional pública do governo, e não contra o PSDB", disse Ângelo D'Agostini Júnior, diretor do Sindsaúde.
O evento deu início ao "bota-fora" do governador paulista, que deixa o cargo para concorrer à presidência da República. A encenação questionou como é possível um funcionário público almoçar com um vale-refeição de R$ 4, o "vale-coxinha".
Além de Serra, o secretário de Saúde, Luiz Barradas, e o secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo, foram convidados para o "almoço de gala" promovido pelo sindicato, mas não compareceram.
Entre os dirigentes sindicais presentes, estava o presidente da CUT, Artur Henrique. Depois do "bota-fora", os manifestantes dividiram-se em diversas passeatas por lugares diferentes, de acordo com cada categoria.
Organização
A passeata foi organizada pelo Sistema de Negociação Permanente (Sinp), entidade que reúne 42 sindicatos do funcionalismo público estadual, sendo liderada por Carlos Ramiro de Castro, suplente do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). A coordenação está a cargo da também petista Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp.
O vínculo motivou criticas da administração estadual. Nesta terça-feira, 30, dirigentes do PSDB prometeram ingressar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Apeoesp e sua presidente por considerar que ato tem "interesse eleitoral".


Quem sabe!?


DEU EM O GLOBO

Aécio deixa governo e não descarta ser vice de Serra

Vou receber o que o destino me reservar’, diz tucano
De Marcelo Portela:
O tucano Aécio Neves (PSDB) deixou ontem o governo de Minas dando a entender que seu futuro político não está definido.
Depois de já ter dito uma série de vezes que descarta a hipótese de ser candidato a vice numa chapa encabeçada pelo também tucano José Serra e dizer que pretende ser candidato ao Senado, Aécio ontem ressaltou em discurso que o "destino" é que decidirá o que fará.
— Com emoção me despeço como governador para voltar ao meio de todos como cidadão e conterrâneo para os acompanhar e receber o que o destino me reservar — declarou, com voz embargada, ao transferir o cargo para seu vice e agora governador do estado, Antônio Augusto Anastasia, que disputará a reeleição em outubro.
Da sacada do Palácio da Liberdade, Aécio evitou ataques diretos, mas se queixou das guerras entre rivais políticos e tentou destacar o perfil de "aglutinador" que levou parte do PSDB a defender sua candidatura à Presidência ou pelo menos sua participação na chapa.
— Devemos aos brasileiros um cenário mais generoso da ação política. A grandeza do país que somos convoca-nos à superação da lógica do enfrentamento pelo entendimento. Queremos superar a lógica do poder meramente pelo uso do poder. A política não pode ser a casa mesquinha que transforma o adversário em inimigo. Não pode ser a casa da intransigência, da autossuficiência e da arrogância. É essa a política que faço — disse.

Despedida dos candidatos


Em tom de campanha, Serra e Dilma se despendem do governo; leia íntegra dos discursos


da Folha Online

Os dois principais pré-candidatos à Presidência, o governador José Serra (PSDB) e ex-ministra Dilma Rousseff (PT) se despediram de seus cargos nesta quarta-feira com discursos que já adiantaram o tom da campanha deste ano.
São Paulo
No Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, Serra fez um balanço de seu governo num ato que contou com a presença de 5.000 servidores e correligionários. Sem mencionar nomes, Serra criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pré-candidata do PT. "Já fui governo e já fui oposição, mas de um lado ou de outro, nunca me dei à frivolidade das bravatas", disse Serra.
Ele também criticou o aparelhamento da máquina do Estado pelo partido --a oposição acusa o governo Lula de apadrinhar sindicalistas e aliados. "O nosso governo serve ao interesse público, e não à máquina partidária. Nós governamos para o povo", disse. "Repudiamos sempre a espetacularização, a busca pela notícia fácil, o protagonismo sem substância", disse.
Cercado de secretários, deputados e prefeitos de partidos aliados, Serra afirmou que está preparado para sua nova missão. "Vamos juntos que o Brasil pode mais", conclamou ele. "Por tudo que fizemos, sinto ganhar bastante força para esta etapa seguinte que nos espera. Vou ingressar nesta etapa com muita disposição, muita força, muita confiança, muita sinceridade e muito trabalho."
Serra chegou a embargar a voz e ensaiou um choro. Ao fazer uma longa lista dos feitos de seu governo, Serra defendeu o controle dos gastos. "Austeridade não é mesquinharia", afirmou sobre o seu governo.
"Eu estou convencido que o governo, como as pessoas, tem que ter honra. E assim falo não apenas porque aqui não se cultiva escândalos, malfeitos, roubalheira, mas também porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o mal feito", afirmou.
Serra confirmou a fama de obsessivo e disse que a maior de suas obsessões sempre foi servir aos interesses de São Paulo e do país.
De acordo com ele, o "pessoal de Brasília" sorri de maneira irônica quando ele afirma que não é centralizador, diferente do "pessoal de São Paulo" que o conhece bem.
Brasília
No Palácio Itamaraty, em Brasília, Dilma Rousseff disse hoje que não pretende se desvencilhar do governo Lula agora que entrará em campanha eleitoral.
"Eu não pretendo me desvencilhar do governo do presidente Lula. Participar dele para mim foi um momento muito importante da minha biografia e eu participei em todos os momentos, desde 2005, como chefe da Casa Civil e, muitas vezes, ao longo das horas noturnas que o governo se prolongou nos fins de semana", disse ela.
Dilma negou que sua candidatura seja um voo solo e disse que era um projeto. " Não é um voo solo, é um projeto. Eu me sinto muito fortalecida e apoiada por todos eles", disse.
A ex-ministra falou que está preparada para a corrida eleitoral, muito por conta dos sete anos e meio que esteve no governo. "Eu acho que eu estou preparada na vida para coisas muito mais duras que disputar uma eleição", afirmou. "Difícil mesmo era aguentar a ditadura", completou.
Dilma adotou um tom muito mais emocional em seu discurso de despedida, hoje, na cerimônia organizada pelo governo. No discurso de Dilma, acostumada a citar números e dados de planilhas, não faltaram palavras como sonho, otimismo, fé e alegria.
Dilma chegou a se desculpar por não adotar o improviso em todo seu discurso. Alegou que não conseguiria um desempenho como o do presidente Lula. "Eu terei que fazer um imenso esforço para falar de improviso, mas sei que não vou ser igual ao Lula. Vou seguir um roteiro. Pode ser que eu o esqueça e me emocione, mas vou tentar", disse a ministra. A secretária executiva da pasta, Erenice Guerra, vai substituí-la.
A ministra lembrou que a oportunidade de estar no governo de Lula significou a realização de um sonho para ela e para muitos de sua geração que passaram pela repressão do regime militar. "O governo do senhor [Lula] é importante porque significou o ápice, a vitória daqueles que lutaram muito e conseguiram vencer. Nós vencemos a miséria, a pobreza, a subvenção, a estagnação, o pessimismo e o conformismo", disse Dilma.
"Viúvos do Brasil que cresceu pouco fingem ignorar que esse país mudou. No nosso governo, o povo não é coadjuvante", acrescentou.

César Maia critica pacote eleitoreiro


PAC 2 viola lei de responsabilidade fiscal, diz Cesar Maia

RAPHAEL GOMIDE
da Folha de S.Paulo, no Rio
O ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) afirmou nesta quarta-feira, em chat, que o PAC 2, anunciado segunda-feira pelo governo federal, viola a Lei de Responsabilidade Fiscal. Para o ex-prefeito, "é mais uma tentativa de gerar entusiasmo eleitoral que um programa sério".
"Todos os investimentos dos últimos oito meses de governo ou se creditam os recursos integralmente ou não podem ser realizados. Ou termina tudo em 2010 ou precisam estar empenhados pelo valor completo, senão o valor precisa estar em caixa", afirmou Maia, sobre o segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento.
Maia criticou os mensalões do PT, do governo federal, e do DEM, do Distrito Federal. Disse que são igualmente "ignóbeis", mas a diferença entre os dois esteve na "reação" do DEM, em comparação com a atitude de PT.
A declaração foi feita em resposta a um interlocutor que perguntou qual era a distinção entre os dois escândalos.
"No PT todos foram promovidos os envolvidos, estão na nova direção nacional, são candidatos, deputados. No DEM, a reação foi expulsar o governador e o vice, dando oito dias para defesa, mas eles saíram antes. Retiramos todos os representantes do governo, e quem ficou saiu do governo. Nossa posição nos diferencia. Os escândalos são ignóbeis, um asco, mas as reações foram completamente diferentes", disse.
Cesar Maia admitiu que seu último mandato como prefeito do Rio foi "abaixo das expectativas" e atribuiu isso à realização do Pan de 2007, que teria drenado recursos de outras áreas. Maia, entretanto, disse que a realização do Pan foi condição essencial para a escolha do Rio como sede para os Jogos Olímpicos de 2016.
O ex-prefeito reconheceu que o evento esportivo custou mais que o previsto inicialmente, mas justificou que isso ocorreu para a competição ter "nível olímpico".
"Os Jogos [de 2016] não existiriam, dizem o COI [Comitê Olímpico Internacional] e o COB [Comitê Olímpico Brasileiro], sem o Pan. Realizei com enorme esforço, inclusive com sacrifício político pessoal. Ter um Pan de nível olímpico elevou o custo inicial, mas só isso garantiu que os Jogos Olímpicos de 2016 viessem para o Rio."

Dilma: Crime eleitoral permanente


Até agência aquaviária faz propaganda de Dilma

órgão que deveria ser independente lança livro e promove ministra

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) acaba de publicar um luxuoso livro de 140 páginas sobre o seu setor. Uma única personalidade aparece, logo no início, prefaciando o trabalho: Dilma Rousseff, pré-candidata do PT a presidente da República.

Eis a imagem:


Com capa dura, caixa de invólucro (“luva”, como se diz no jargão gráfico), papel especial (“couché”) de alta gramatura, o livro “Estradas d'água: As hidrovias do Brasil” traz fotos de hidrovias, dragagens e portos de todo país –nada que não se possa encontrar na web ou no site da própria Antaq. Foram impressos 10 mil exemplares. De acordo com estimativa feita pelo UOL em gráficas de Brasília, o custo da operação ficaria na faixa de R$ 225 mil –sem contar os gastos de envio da publicação para congressistas, governos estaduais, prefeituras de cidades portuárias, universidades e instituições com alguma relação com transporte aquaviário.

A Antaq não revela o custo oficial do livro. Indagada sobre a idealização do projeto e os valores gastos com organização, impressão, distribuição e evento de lançamento, a Secretaria de Comunicação do órgão disse que “ninguém, nem mesmo o diretor pode explicar sobre o livro”.

Mas a assessoria da Antaq prestou uma informação relevante: a impressão teria sido feita na China para baratear o processo. Ou seja, além de publicar algo de utilidade duvidosa e de fazer propaganda indireta da pré-candidata do PT a presidente, a Antaq também ajudou a promover a indústria gráfica chinesa em detrimento da nacional.

O livro “Estradas d'água: As hidrovias do Brasil” tem 30,5 cm de altura e 23,5 cm de largura. É daquelas publicações que ficam, em geral, dispostas em mesinhas de canto nas salas de recepção dos órgãos públicos em Brasília. Compartilham o espaço com revistas de celebridades. Não está claro o quanto esse livro ajudará na promoção do transporte aquaviário do país.

A Antaq é ligada ao Ministério dos Transportes. O livro corretamente não traz foto promocional do ministro da área. Também não há imagens do diretor-geral da agência, Fernando Fialho, nem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva –que aparece apenas de maneira oblíqua, em um quadro, atrás de Dilma Rousseff.

O repórter Edemilson Paraná, do UOL, procurou a Antaq para indagar a razão de Dilma Rousseff  ser a única autoridade retratada no livro promocional da agência. Ninguém soube explicar. A publicação contou com patrocínio da Confederação Nacional dos Transportes (representante oficial do lobby das empresas do setor), do Grupo Wilson e Sons e das empresas brasileiras de navegação Aliança, Log-in, Bertolini, e Hermasa e da Transpetro.

No prefácio, após uma digressão sobre a importância e vantagens do transporte aquaviário, a pré-candidata a presidente oficial diz que o PAC “está investindo R$ 1,5 bilhão na construção de duas eclusas no complexo de Tucuruí, na dragagem e no derrocamento das hidrovias Paraná Paraguai, do São Francisco e do Tocantins, além da construção de 39 terminais fluviais na região amazônica”.

Criada em 2001, a Antaq deveria ser uma autarquia especial, com autonomia administrativa e funcional. Em resumo, deveria ser uma agência independente, sem influências políticas do governo de turno, pois é responsável pela regulamentação, controle tarifário, estudo e desenvolvimento do transporte hidroviário no Brasil.

Eis mais imagens do livro  da Antaq (todas as fotos deste post são deSérgio Lima/Folha Imagem):



Serra inicia campanha


Enviado por Ricardo Noblat - 
31.3.2010
 | 23h19m

A FOTO DO DIA

Serra deixa governo e se diz pronto para nova etapa

De Flávio FreireLeila Suwwan e Sérgio Roxo, de O Globo:
Cercado de secretários, deputados e prefeitos de partidos aliados, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), fez nesta quarta-feira o balanço de seu governo com um discurso essencialmente político.
Serra, que deixa o cargo para se candidatar a presidente, afirmou que está preparado para sua nova missão. Sem citar nomes, criticou os que governam "com roubalheira".
O governador criticou o que chamou de "espetacularização que alimenta mitologias", e afirmou que, a partir de agora, vai reagir com o coração quando atacado pelo que chamou de "falanges do ódio".
- Nunca exerci a política do ódio, jamais mobilizei falanges de ódio. Não vou mudar, ainda que seja alvo dessas falanges. Vou reagir com serenidade de quem tem São Paulo e o Brasil no coração - disse ele, emocionado, num palco montado com todos os seus secretários, além do vice Alberto Goldman.

Serra precisa intervir no Rio


DEM rebate Gabeira e abre crise em aliança pró-Serra

Fotos: ABr e Folha

Abriu-se uma crise na coligação constituída para oferecer palanque ao presidenciável tucano José Serra no Rio de Janeiro.

Conforme noticiado aqui, Fernando Gabeira, candidato do PV ao governo do Estado, deseja excluir da aliança o DEM, partido de Cesar Maia.

Filho do ex-prefeito e presidente nacional do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ) falou ao blog na noite passada.

Alcançado pelo celular, Rodrigo disse: “Temos no Rio uma aliança do DEM, PSDB e PPS com o PV. Ou o Gabeira terá os três partidos ou não terá nenhum”.

Rodrigo vinha de uma conversa com os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra; e do PPS, Roberto Freire.

Encontraram-se na cerimônia em que José Serra se despediu do governo de São Paulo. Conversaram sobre Gabeira. Ouça-se Rodrigo:

“Reafirmamos, o Roberto Freire, o Sérgio Guerra e eu, o compromisso de aliança dos três partidos que apóiam o Serra com o Gabeira. De nossa parte, não há problema. Achamos que o Gabeira é um ótimo nome. Mas não há possibilidade de se formar uma aliança diferente”.

Rodrigo recorda que, afora as conversas privadas, Gabeira participou, há três semanas, de um evento público promovido pelo DEM.

Lembra que, em discurso “gravado e testemunhado por mais de 500 pessoas, Gabeira elogiou o Cesar Maia. Disse que é o melhor candidato ao Senado”.

Acrescenta: “Nós costumamos acreditar na palavra das pessoas. Não dá para dizer uma coisa hoje e outra amanhã”.

Em privado, Gabeira escora o desejo de excluir o DEM da coligação na “forte reação” que sua união com Cesar Maia despertou no eleitorado de classe média.

Passou a dizer que é melhor abrir mão dos três minutos de TV que o DEM agrega à sua campanha do que “passar 30 horas se explicando” ao eleitor.

Gabeira não está só. A aversão a Cesar Maia é compartilhada pelo presidente do PV-RJ, Alfredo Sirkis, e pela vereadora Andréa Gouvêa Vieira, do PSDB de Sérgio Guerra e José Serra.

“Se o Sirkis e a Andréa estão enganando o Gabeira, se querem dar a vitória ao Sérgio Cabral [PMDB], estão agindo com muita competência”, reage Rodrigo.

O presidente do DEM declara, em timbre peremptório: “Sem a aliança conosco, o Gabeira não tem chance de vitória no Rio”.

Rodrigo afirma que coligações políticas pressupõem a união de forças desiguais. “Se fôssemos iguais, estaríamos todos no PV ou no DEM”.

Irônico, Rodrigo diz que “a rejeição da classe média a Cesar Maia só ocorre no Posto 9, na praia de Ipanema, onde o Gabeira toma Sol”.

Afirma que “a rejeição a Gabeira começa no bairro de São Cristovão, na zona Norte, e termina em Santa Cruz, na zona Oeste. Sem contar o interior do Estado”.

No dizer de Rodrigo, “a base eleitoral do Gabeira vai da zona Sul àTijuca. O resto dos votos vem por agregação, não são dele”.

Reconhece que o prestígio de Cesar Maia junto à classe média da capital decaiu no final de sua gestão na prefeitura.

Mas, munido de pesquisas, pondera: “O Gabeira sai de um patamar de 30% na capital e cai para uma média de 10% no resto do Estado. Meu pai tem 35% dos votos da capital, 32% na Baixada Fluminense e 40% no interior do Rio”.

Daí, segundo Rodrigo, a convicção de que só a união de esforços fará com que Gabeira prevaleça sobre Sérgio Cabral, candidato à reeleição.

Ferino, Rodrigo afirma: “O Gabeira recebe meia dúzia de mensagens contra o Cesar Maia na caixa postal do computador e entra em TPM. O eleitor conservador do Cesar Maia também manda mensagens contra o Gabeira. A gente tem a nossa TPM. Mas basta tomar o remedinho que isso passa”.

Gabeira já havia se aliado a DEM, PSDB e PPS na campanha municipal de 2008. Foi ao segundo turno. Mas perdeu, por margem estreita, para Eduardo Paes (PMDB).

Rodrigo atribui a derrota ao “jogo sujo” do PMDB do Rio. Lembra que Paes e Sérgio Cabral alvejaram Gabeira com panfletos preconceituosos.

Realçaram a defesa que Gabeira faz da descriminalização do consumo de maconha e do direito dos homossexuais à união civil.

“O Gabeira perdeu porque colocaram os valores morais à frente do debate: a tanguinha do Gabeira, a maconha e o homossexualismo. Nós não temos esses preconceitos. Ao contrário, queremos nos unir para derrotá-los. Difícil entender essa conversa mole de excluir o DEM”.

Tomada pelo seu formato original, a aliança formada ao redor de Gabeira reservou ao PSDB a indicação do vice. Ao DEM e ao PPS cabe indicar os senadores.

Combinou-se que, no primeiro turno, Gabeira faria a campanha de Maria Silva, a presidenciável do PV.

Caberia aos candidatos ao Senado, entre eles o ‘demo’ Cesar Maia, levar à TV a campanha de Serra. Rodrigo pondera: “Tirando o Zito[José Camilo Zito, prefeito tucano de Duque de Caxias], quem vai botar a cara pra pedir votos pro Serra no Rio é o Cesar Maia, não o Gabeira”.

E quanto à hipótese de o DEM lançar um candidato próprio ao governo do Rio? “Só uma pessoa que bebeu além da conta pode acreditar nesse conto da carochinha. Se o nosso projeto fosse o de eleger apenas um senador, não precisaríamos nos unir ao Gabeira”.

Vai procurar Gabeira? “Não. De nossa parte, ninguém quer desmontar a aliança. Achamos que o Gabeira está com TPM. Mas TPM passa”.
Escrito por Josias de Souza às 05h54

Senado em SP: muita água vai rolar


Com 43%, Marta lidera a corrida pelo Senado em SP

Alex Almeida

Pesquisa Datafolha atribui à ex-prefeita e ex-ministra petista Marta Suplicy favoritismo absoluto na eleição ao Senado.

Marta figura na pesquisa com 43% das intenções de voto. Está muito à frente dos demais contendores.

Abaixo dela há uma aglomeração de candidatos com percentuais muito próximos uns dos outros.  

Romeu Tuma (PTB), amealha 25%. É seguido de perto por Orestes Quércia (PMDB), com 22%.

Nos calcanhares de Quércia está o vereador e cantor de pagode Netinho de Paula (PCdoB), com 19%.

Praticamente empatada com Netinho, aparece a ex-vereadora Soninha (PPS), com 18%.

Bem atrás, em patamar inferior aos dois dígitos, há um outro bololô de candidatos.

O ex-tucano Gabriel Chalita, hoje vereador do PSB, obteve 8% das intenções de voto.

É seguido de perto pelo chefe da Casa Civil do governo José Serra, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), com 6%.

Na lanterna, Ricardo Young (PV), presidente do Instituto Ethos, com 3%.

Na eleição deste ano, serão renovadas duas das três cadeiras a que cada Estado tem direito no Senado.

Hoje, representam São Paulo: Romeu Tuma, que tenta a reeleição; e os petistas Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy.

Empurrado por Lula, Mercadante vai concorrer ao governo do Estado. Suplicy não precisará ir às urnas. Eleito em 2006, tem mandato até 2014.

Considerando-se as condições atuais, Marta tem enormes chances de "jantar" a cadeira de Mercante.

Impossível dizer quem será eleito para a segunda vaga. Tuma, Quércia, Netinho e até Soninha têm chances de prevalecer.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Significa dizer que Tuma, o líder do segundo bloco, pode deslizar, no seu pior cenário, de 25% para 23%.

E Soninha, a última colocada desse bloco, pode subir, no seu melhor cenário, de 19% para 21%.

A atmosfera de indefinição é reforçada por outros dados recolhidos pelo Datafolha: há entre os eleitores 33% que afirmam que votarão em branco para o Senado.

Há também um contingente de 24% que declaram ainda não saber em que candidatos irão votar. É gente à espera de ser seduzida.
Escrito por Josias de Souza às 06h53